Ivo Patarra na Crusoé: A queda de Juscelino Filho
Padrinho de Juscelino Filho é Davi Alcolumbre, um dos maiores papa-emendas do Congresso e aliado do presidente Lula
Poucas semanas após Lula nomear o deputado federal Juscelino Filho como ministro das Comunicações, em 2023, o político maranhense foi engolfado por suspeitas relacionadas às famigeradas emendas parlamentares.
Desde o começo do seu mandato, porém, o presidente da República não teve força política para impor ao União Brasil que indicasse um outro nome do partido, no lugar daquele sob investigação por desvio de dinheiro público das emendas.
O padrinho político de Juscelino Filho, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), já era conhecido como um dos maiores papa-emendas do Congresso Nacional.
E Davi Alcolumbre continua sendo um dos maiores aliados de Lula no Poder Legislativo.
E assim Lula sofreu desgaste contínuo, por mais de dois anos, até a Procuradoria-Geral da República finalmente denunciar Juscelino Filho por diversos crimes, inclusive o de organização criminosa, o que provocou o afastamento do ministro.
Ainda no mandato de Jair Bolsonaro, Juscelino Filho usou o “orçamento secreto” para injetar dinheiro público na Prefeitura de Vitorino Freire (MA), cidade pobre de 30 mil habitantes, cuja prefeita, na época, vinha a ser sua irmã, Luanna Resende.
Uma das obras com as emendas secretas previu 7,5 milhões de reais para asfaltar a estrada que dava acesso à Fazenda Alegria, a propriedade onde Juscelino Filho possuía pista de pouso de aviões e aterrissava seu modelo Seneca V, além de dispor de um heliponto para receber helicópteros.
Em um dos Estados mais pobres do Brasil, a nova estrada iria melhorar a estrutura da propriedade na qual Juscelino Filho criava cavalos de raça, situada num município com metade das ruas de terra e em que a maioria da população vivia com renda inferior a um salário mínimo.
A nova estrada, aliás, facilitaria o acesso, no total, a oito propriedades rurais atribuídas à família do ministro de Lula naquela parte do Maranhão.
O problema logo se mostrou ainda maior: só uma empresa disputou a licitação aberta pela prefeita-irmã, em 2022, para asfaltar a estrada, e o suposto sócio oculto da empresa, conhecido como…
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