iFood e Mercado Livre vão virar os novos inimigos nacionais? iFood e Mercado Livre vão virar os novos inimigos nacionais?
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iFood e Mercado Livre vão virar os novos inimigos nacionais?

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Madeleine Lacsko
3 minutos de leitura 05.03.2024 17:07 comentários
Narrativas

iFood e Mercado Livre vão virar os novos inimigos nacionais?

Se um líder sindical diz que vai "encher o saco" de uma empresa, já imaginamos o que vai fazer. O que um presidente quer dizer com esta frase? Só ele sabe

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Madeleine Lacsko
3 minutos de leitura 05.03.2024 17:07 comentários 0
iFood e Mercado Livre vão virar os novos inimigos nacionais?
Arte: O Antagonista.

No lançamento da política nacional para trabalho por aplicativos, as maiores autoridades do Brasil nomearam empresas especificamente. Luiz Marinho, ministro do Trabalho, condenou a forma como IFood e Mercado Livre fazem negócios.

As empresas estiveram no centro do discurso dele. Para mim, um determinado momento parecia volta no tempo. Cobri muitos discursos de Luiz Marinho como sindicalista no ABC. Ali o centro do debate eram empresas, como se espera de qualquer líder sindical.

Agora ele é ministro do Trabalho. Continua discursando e falando de empresas. Sobre o iFood, disse que “não adianta mandar recado”, contando que a empresa tem buscado interlocutores para renegociar a legislação proposta pelo governo.

Toada sindical

O discurso dele foi sucedido por um do presidente Lula, também na toada sindical. “Vamos encher tanto o saco que o iFood vai ter que negociar”

Se um líder sindical diz isso, já imaginamos o que vai fazer. Exatamente o ofício dele, pressionar a empresa até conseguir uma melhor negociação para os trabalhadores que representa. O que um presidente quer dizer com esta frase? Só ele sabe.

Recentemente, outra empresa privada esteve na mira das falas do presidente, a Vale. Havia uma movimentação para que o ex-ministro Guido Mantega se tornasse o CEO, o que é rejeitado pelo Conselho de Administração e pelos acionistas. A conversa arrefeceu.

O pensamento do governo

Recentemente, em entrevista para a Rede TV!, o presidente disse o seguinte: “A Vale não pode pensar que ela é dona do Brasil, não pode pensar que ela pode mais do que o Brasil. Então o que nós queremos é o seguinte: empresas brasileiras precisam estar de acordo com aquilo que é o pensamento de desenvolvimento do governo brasileiro. É isso que nós queremos”

Não fica claro de quais empresas estava falando. Seria daquelas em que o governo tem participação? Seria de todas? Mais uma vez, só Lula sabe.

Empresas privadas têm recebido de presente ministros do governo Lula como integrantes de seu conselho de administração.

Conselhos

Na primeira vez, com a siderúrgica Tupy, houve muita repercussão. Anielle Franco e Carlos Lupi foram parar no conselho. O mecanismo de indicação é legítimo, o BNDES tem participação acionária e pode indicar. A questão é o que a empresa ganha tendo gente de um escalão tão alto do governo federal no centro de suas decisões.

Parece ter virado o novo normal. Agora, a meta foi dobrada e a repercussão não foi a mesma. A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro recebeu, também via indicação do BNDES, um pacote de quatro integrantes do alto escalão do governo em seu conselho de administração.

Silvio Almeida, Celso Amorim, José Múcio e Ricardo Cappelli serão parte da empresa agora. A empresa é controlada pela Naturgy Distribución Latinoamérica S.A, do grupo espanhol Naturgy Energy Group. É um grupo presente em mais de 20 países. O segundo maior acionista é o BNDES.

A relação com as empresas é, sem dúvida, uma ação de governo importante na área da economia. Resta saber qual o impacto disso na economia que interessa ao cidadão, preocupado agora com os preços dos supermercados.

Os primeiros governos Lula foram marcados por relações bastante problemáticas com empresas privadas. É um indicativo importante dos rumos que podem ser trilhados agora.

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