Secretário de Defesa dos EUA alerta para “ameaça iminente” da China
Chefe do Pentágono diz que planos de Pequim ameaçam a estabilidade global e exigem resposta conjunta de aliados dos EUA
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez neste sábado, 31, um alerta direto sobre os riscos crescentes de uma ação militar da China contra Taiwan.
Em discurso no Shangri-La Dialogue, principal fórum de segurança da Ásia, em Cingapura, Hegseth afirmou que os planos de Pequim representam uma ameaça global à estabilidade e exigem uma resposta coordenada de aliados e parceiros dos EUA.
“Não há motivo para adoçar a realidade. A ameaça que a China representa é real. E pode ser iminente”, disse o secretário.
Hegseth afirmou que o Exército chinês tem treinado diariamente para uma possível invasão de Taiwan e citou a ordem de Xi Jinping para que as Forças Armadas estejam prontas até 2027.
“O Exército chinês está construindo a força necessária para isso, treinando todos os dias e ensaiando para o que seria a operação real”, afirmou.
Segundo Hegseth, o presidente Donald Trump prometeu impedir que Taiwan caia nas mãos da China durante seu mandato. O secretário afirmou que conter Pequim exige o engajamento de todos os aliados regionais dos EUA.
“O comportamento da China com seus vizinhos e com o mundo é um sinal de alerta. E urgente”, disse. “Pedimos — e, de fato, exigimos — que nossos aliados e parceiros façam sua parte na defesa”.
Ele incentivou os países da Ásia a elevarem seus investimentos em defesa e afirmou que aliados da Otan aumentaram os gastos militares para 5% do PIB.
“Não faz sentido que países da Europa façam isso enquanto aliados importantes na Ásia gastam menos com defesa, mesmo diante de uma ameaça ainda mais formidável”, acrescentou.
Apesar do alerta, o secretário afirmou que Washington não busca confronto com Pequim.
“Não seremos empurrados para fora desta região estratégica, e não permitiremos que nossos aliados sejam subordinados ou intimidados.”
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Defesa
A Reuters revelou que os EUA pretendem intensificar as vendas de armas para Taiwan. Segundo fontes americanas ouvidas pela agência, os valores podem superar os US$ 18,3 bilhões aprovados entre 2017 e 2021, além dos cerca de US$ 8,4 bilhões registrados durante o governo Biden.
“Os aliados dos EUA no Indo-Pacífico podem e devem atualizar rapidamente suas próprias defesas”, afirmou Hegseth. “A dissuasão não sai barata”.
Durante a campanha eleitoral, Trump chegou a afirmar que Taiwan deveria pagar para ser protegida e acusou a ilha de prejudicar os EUA na indústria de semicondutores. Apesar disso, os Estados Unidos continuam sendo o principal aliado internacional de Taiwan, mesmo sem relações diplomáticas formais.
O presidente taiwanês Lai Ching-te, do Partido Democrático Progressista (DPP), tenta aprovar um orçamento especial para elevar os gastos com defesa a 3% do PIB. A medida enfrenta resistência no parlamento, dominado pelo opositor Kuomintang (KMT) e pelo Partido Popular de Taiwan (TPP), que aprovaram cortes orçamentários.
Tensão com a China
A tensão entre os EUA e a China se acirrou também no plano diplomático. Neste ano, pela primeira vez em cinco edições, a China não enviará seu ministro da Defesa ao fórum de Cingapura e decidiu optar por uma delegação de baixo escalão da Universidade Nacional de Defesa.
Além disso, os EUA anunciaram nesta semana novas medidas que endureceram a relação com a China, incluindo restrições à venda de softwares de design de chips e a revogação de vistos de estudantes chineses — medidas que Pequim classificou como discriminatórias.
Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que os EUA começarão a revogar vistos de estudantes chineses, como consequência da ordem do governo Trump para as embaixadas suspenderem os agendamentos de entrevistas de visto para estudantes estrangeiros.
Rubio afirmou que serão impactados os alunos que tenham “conexões com o Partido Comunista Chinês”.
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Comentários (1)
Annie
31.05.2025 09:55Eita agora a teoria da conspiração começa a tomar forma.