China “violou totalmente” acordo com EUA, diz Trump
Há duas semanas, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas "tarifas recíprocas" entre os dois países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de violar o acordo comercial firmado há duas semanas para reduzir tarifas bilaterais. Em publicação feita nesta sexta-feira, 30, na rede Truth Social, o republicano afirmou:
“Fiz um rápido acordo com a China para salvá-los do que pensava que seria uma situação muito ruim, e não queria que isso acontecesse. Graças a este acordo, tudo estabilizou rapidamente e a China voltou ao normal (…). A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, violou totalmente o acordo conosco”, escreveu Trump. Ele não detalhou quais pontos do tratado teriam sido descumpridos.
“Há duas semanas, a China corria um grave perigo econômico. As tarifas elevadíssimas que impus tornaram praticamente impossível à China negociar com o mercado americano, que é de longe o número um do mundo”, acrescentou o presidente americano.
Firmado na Suíça, o acordo previa a redução temporária das tarifas retaliatórias: as taxas dos EUA sobre produtos chineses caíram de 145% para 30%, enquanto as da China sobre produtos americanos passaram de 125% para 10%.
A trégua animou investidores e sinalizou uma possível saída para a guerra comercial que já afetava mercados globais e ameaçava a desaceleração econômica mundial.
Negociações estagnadas
Apesar da redução temporária, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que as negociações estão “um pouco estagnadas” e poderão exigir uma conversa direta entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping.
“A complexidade do tema exige comunicação entre os dois líderes”, afirmou Bessent à Fox News.
Autoridades americanas também criticaram a lentidão da China em cumprir pontos do pacto. O Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que Pequim não tem cumprido as promessas de flexibilizar o controle sobre minerais e ímãs de terras raras.
“Não vimos o fluxo desses minerais críticos como deveria estar acontecendo”, disse.
Vistos para estudantes chineses
Os EUA anunciaram nesta semana novas medidas que endureceram a relação com a China, incluindo restrições à venda de softwares de design de chips e a revogação de vistos de estudantes chineses — medidas que Pequim classificou como discriminatórias.
Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que os EUA começarão a revogar vistos de estudantes chineses, como consequência da ordem do governo Trump para as embaixadas suspenderem os agendamentos de entrevistas de visto para estudantes estrangeiros.
Rubio afirmou que serão impactados os alunos que tenham “conexões com o Partido Comunista Chinês”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)