“EUA começarão a revogar vistos de estudantes chineses”, diz Rubio
Secretário de Estado americano disse que medida também afetará "aqueles que têm ligação com o Partido Comunista Chinês"
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta quarta-feira, 28, que os EUA começarão a revogar vistos de estudantes chineses, como consequência da ordem do governo Trump para as embaixadas suspenderem os agendamentos de entrevistas de visto para estudantes estrangeiros.
Em publicação no X, Rubio afirmou que serão impactados os alunos que tenham “conexões com o Partido Comunista Chinês”.
“Os EUA começarão a revogar vistos de estudantes chineses, incluindo aqueles com conexões com o Partido Comunista Chinês ou que estudam em áreas críticas”, escreveu.
Agendamentos suspensos
Na véspera, o governo Trump emitiu um comunicado às embaixadas americanas em torno do mundo ordenando a suspensão dos agendamentos de entrevistas de visto para estudantes estrangeiros.
Segundo o Departamento de Estado americano, as seções consulares devem “suspender qualquer capacidade adicional de agendamento para vistos de estudante e visitante de intercâmbio (F, M e J) até que novas orientações sejam emitidas nos próximos dias”.
O órgão revisará os processos de triagem para candidatos a visto de estudante e visitantes de intercâmbio.
Uma das medidas será a verificação das redes sociais de estrangeiros que solicitem o documento.
A medida é mais um capítulo da briga entre o presidente americano e as universidades federais.
Harvard
No último mês, Trump deu início a seguidas batalhas que enfrentaria contra diversas universidades americanas de primeira linha.
Ele acusou algumas delas, entre as quais Harvard, de permitir protestos antissemitas em suas instalações.
Recentemente, o republicano revogou a certificação de Harvard no programa de intercâmbio de estudantes.
Com essa medida, a instituição perde capacidade para arcar com os custos para alunos obterem vistos.
Ao todo, cerca de 6.800 estudantes estrangeiros serão impactados.
Harvard classificou como “ilegal” a ordem de Trump sobre os alunos internacionais.
Em razão disso, a universidade entrou com um pedido liminar no tribunal federal de Massachussets para impedir um corte de US$ 2 bilhões em fundos federais.
A reitoria de Harvard acusou o presidente americano de violar a Primeira Emenda, cujo texto protege a liberdade de expressão.
“Nenhum governo – independentemente do partido no poder – deve ditar o que as universidades privadas podem ensinar, quem elas podem admitir e contratar, e quais áreas de estudo e investigação elas podem seguir”, escreveu Alan Graber, reitor de Harvard, em uma carta aberta.
Leia mais: Trump faz nova ameaça contra Harvard
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