Rússia classifica reunião com EUA sobre Ucrânia como “produtiva”
Encontro entre enviado especial americano e cúpula russa durou cinco horas
As negociações entre Estados Unidos e Rússia sobre a guerra na Ucrânia duraram cinco horas e se estenderam até a madrugada desta quarta-feira, 3, no Kremlin.
A delegação americana foi liderada pelo enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e por Jared Kushner, conselheiro e genro do presidente Donald Trump. Pelo lado russo, participaram o ditador Vladimir Putin, o conselheiro de política internacional Yuri Ushakov e o enviado econômico Kirill Dmitriev.
Segundo o Kremlin, as discussões foram “úteis” e “produtivas”, mas ainda existem diferenças significativas, sendo necessário continuar o trabalho para superá-las.
Ushakov afirmou que Putin abordou a questão territorial com os americanos. Ambos os lados concordaram em manter os termos das negociações em sigilo.
O conselheiro russo também disse que Putin enviou “saudações amigáveis” e “sinais políticos importantes” a Trump por meio de comentários a Witkoff.
Segundo Ushakov, a possibilidade de um encontro direto entre Putin e Trump dependerá do progresso alcançado pelas equipes de assessores e ministérios das Relações Exteriores de ambos os países.
Rubio e o “futuro da Ucrânia”
No domingo, 30, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu “progresso” após uma sessão de negociação de quatro horas com autoridades ucranianas.
Ao lado do secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, Marco Rubio fez um discurso contundente em defesa do país invadido.
Segundo ele, o objetivo não é apenas encerrar o conflito, mas também garantir que a Ucrânia “esteja segura para sempre” e se torne um país próspero.
“Tivemos outra sessão muito produtiva, dando continuidade ao que foi discutido em Genebra e aos eventos desta semana. Como lhes disse hoje cedo, nosso objetivo aqui é acabar com a guerra, mas é mais do que apenas acabar com a guerra. Não queremos apenas acabar com a guerra. Também queremos ajudar a Ucrânia a estar segura para sempre, para que nunca mais enfrente outra invasão.
E, igualmente importante, queremos que ela entre em uma era de verdadeira prosperidade. Queremos que o povo ucraniano saia desta guerra não apenas para reconstruir seu país, mas para reconstruí-lo de uma forma mais forte e próspera do que jamais foi. Portanto, este é um objetivo abrangente, o que estamos trabalhando aqui hoje. Não se trata apenas dos termos que encerram os combates. Trata-se também dos termos que preparam a Ucrânia para a prosperidade a longo prazo.”
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