Reino Unido, França e Ucrânia trabalham em plano de cessar-fogo
Primeiro-ministro britânico afirma que os três países trabalharão juntos para elaborar plano que, em seguida, será discutido com os EUA
O Reino Unido, a França e a Ucrânia desenvolvem um plano conjunto para um cessar-fogo na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, anunciou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em entrevista à BBC neste domingo, 2.
Starmer destacou que os três países trabalharão juntos para elaborar o plano e, em seguida, discutirá o projeto com os Estados Unidos.
Cerca de 15 líderes internacionais estão reunidos em Londres neste domingo para discutir questões de segurança e demonstrar apoio à Ucrânia, após o bate-boca entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Volodymyr Zelensky na Casa Branca.
Líderes da França, Alemanha, Dinamarca, Itália, Turquia, Países Baixos, Noruega, Polônia, Espanha, Finlândia, Suécia, República Tcheca e Romênia foram convidados para a reunião, que também contará com representantes da OTAN e da Comissão Europeia, além do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.
De acordo com Downing Street, as discussões em Londres se concentrarão em fortalecer a posição da Ucrânia, com destaque para o apoio militar contínuo e o aumento da pressão econômica sobre a Rússia.
A cúpula também abordará a necessidade de a Europa desempenhar um papel mais ativo na defesa e discutirá os próximos passos para garantir a segurança do continente, dado o risco de uma redução no apoio militar dos EUA.
Trump e Putin
O encontro em Londres ocorre em um momento de preocupação com a aproximação de Trump e o ditador russo Vladimir Putin, que começaram negociações bilaterais para encerrar a guerra sem envolver a Ucrânia ou os europeus.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já declarou que a mudança na política externa dos EUA em relação à Rússia está “amplamente” alinhada com a visão de Moscou.
O bate-boca entre Trump e Zelensky na sexta-feira, que envolveu acusações de que o presidente ucraniano estaria colocando em risco a paz mundial, gerou reações negativas, principalmente dos europeus.
Depois do incidente, Zelensky usou as redes sociais para reiterar a importância do apoio dos EUA, que considera crucial para a sobrevivência da Ucrânia, e afirmou que é fundamental que o sofrimento do povo ucraniano não seja esquecido.
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Zelensky aplaudido em Londres
Em Londres, Zelensky se encontrou com Starmer para discutir o futuro da Ucrânia, e o primeiro-ministro britânico reafirmou o compromisso do Reino Unido de apoiar o país em sua luta contra a Rússia.
Zelensky também se reuniu com o rei Charles III, e foi recebido com aplausos por manifestantes em frente à Downing Street.
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Comentários (4)
Paulo Pinto
02.03.2025 13:39Méritos para Donald Trump???
Angelo Sanchez
02.03.2025 13:29Em nome da paz, as regiões invadidas pelos russos, deveriam passar por um plebiscito e perguntar ao povo que mora lá, se querem pertencer à Ucrânia, à Russia, ou que ser independente e formar um novo País e referendar o que for decidido após 2 anos. Porém, os dois países, Russia, Ucrânia, seriam encarregados em reeguer a região destruída, e o mundo civilizado, em vez de gastar dinheiro com armas e guerras, deveriam ajudar financeiramente a reconstrução desta região.
LuÃs Silviano Marka
02.03.2025 10:39Idiotice. É o mesmo que a Polônia buscar um "cessar fogo" com Hitler. A única resposta possível é derrotar os monstros carniceiros nazifascistas russos no campo de batalha.
Marian
02.03.2025 10:08Combinaram com os Russos ?