O túnel ferroviário de 53 km que passa por baixo do mar no Japão e liga duas ilhas
O túnel de 53 km que passa sob o mar e liga duas ilhas do Japão desde 1988
Entre as ilhas de Honshu e Hokkaido existe uma travessia que quase ninguém vê: o túnel Seikan, com 53,85 km de extensão. Cerca de 23,3 km correm sob o leito do mar, a dezenas de metros abaixo da rocha. A obra levou 17 anos e mudou a forma como o Japão conecta o norte do país.
Como o Japão decidiu fazer um túnel no fundo do mar?
A travessia entre as duas ilhas dependia de balsas em um estreito conhecido por mar agitado e tempestades. A ligação por trilhos apareceu como resposta para dar segurança e regularidade ao transporte de pessoas e cargas. Naufrágios e cancelamentos por mau tempo pesaram na decisão do governo japonês.
As obras começaram em 1971 e terminaram em 1988, com inauguração em março daquele ano. O custo ficou em torno de 3,6 bilhões de dólares, segundo levantamento da imprensa especializada em engenharia. O prazo estourou várias vezes por causa de alagamentos no trecho submarino. Antes da escavação principal, engenheiros abriram galerias menores para estudar a rocha.
A linha do tempo ajuda a visualizar o tamanho do desafio.
O que torna o túnel Seikan diferente de todos os outros?
A parte submarina é o que impressiona nesse projeto. O trecho sob o mar tem cerca de 23,3 km, e a via corre a aproximadamente 140 metros abaixo do leito marinho. Escavar nessas condições exigiu lidar com pressão da água e com rocha fraturada. Os operários injetavam cimento no terreno para segurar as infiltrações antes de avançar.
- Extensão total de 53,85 km, entre Honshu e Hokkaido.
- Cerca de 23,3 km sob o leito do mar.
- Via a aproximadamente 140 metros abaixo do fundo marinho.
- Duas estações subterrâneas construídas dentro do túnel.
- Obras entre 1971 e 1988, com custo perto de 3,6 bilhões de dólares.
Essas estações, chamadas Tappi Kaitei e Yoshioka Kaitei, foram pensadas também como pontos de fuga. Elas contam com sistemas de exaustão de fumaça, alarmes e aspersores de água. Por anos elas funcionaram como paradas abertas ao público, com pequenos museus sobre a construção.
"Najdłuższy podwodny tunel na świecie Tunel Seikan w Japonii to jedno z największych osiągnięć współczesnej inżynierii, łączące wyspy Honsiu i Hokkaido pod Cieśniną Tsugaru. Ma on łączną długość 53,85 km (33,46 mili), z czego 23,3 km (14,5 mili) przebiega pod wodą, co czyni go jednym z najdłuższym podmorskim tunelem na świecie. Otwarto go w 1988 roku, a jego konstrukcja nie tylko ułatwia transport między wyspami, ale także została zaprojektowana tak, by wytrzymać trzęsienia ziemi i tsunami, co świadczy o zaawansowanym poziomie japońskiej inżynierii. Tunel ten jest nie tylko przełomem w transporcie, ale również w zakresie bezpieczeństwa i innowacji, stanowiąc kluczowe połączenie dla pasażerów i transportu towarowego między dwiema głównymi wyspami Japonii. Poziom torów znajduje się około 100 m (330 stóp) poniżej dna morskiego i 240 m (790 stóp) poniżej poziomu morza. Tunel jest częścią linii Hokkaido Shinkansen o standardowym rozstawie torów oraz linii Kaikyō, należącej do Hokkaido Railway Company (JR Hokkaido), o węższym rozstawie torów. Nazwa „Seikan” pochodzi od połączenia on’yomi pierwszych znaków Aomori (青森), najbliższego dużego miasta po stronie Honsiu, oraz Hakodate (函館), najbliższego dużego miasta po stronie Hokkaido. Tunel Seikan to najdłuższy tunel podmorski na świecie pod względem całkowitej długości (choć Tunel La Manche ma dłuższy odcinek podwodny). Jest także drugim najgłębszym tunelem transportowym pod poziomem morza po norweskim tunelu Ryfylke, który otwarto w 2019 roku, oraz drugim najdłuższym tunelem kolejowym na świecie po szwajcarskim tunelu bazowym Gottharda, otwartym w 2016 roku." za Rafal Zbojenski
— Dariusz Brzozowski (@Darekbrzoza) February 17, 2026
Como funciona a segurança dentro do túnel Seikan?
A preocupação com incêndio guiou boa parte do projeto. Túneis longos exigem rotas de escape, ventilação forçada e detecção rápida de fogo, porque a saída fica a quilômetros de distância. Em uma emergência, o trem tenta seguir até uma das áreas de refúgio em vez de parar no meio do trecho submarino. De lá, passageiros subiriam por poços e elevadores até a superfície.
O monitoramento de infiltrações também é constante. A água que atravessa a rocha precisa ser bombeada para fora sem parar, tarefa que segue por toda a vida útil da obra. Equipes percorrem trechos do túnel em horários sem circulação de trens para checar drenos e bombas. Qualquer falha nesse sistema comprometeria a operação em poucas horas.
O túnel Seikan no Japão ainda é o maior túnel do mundo hoje?
Em extensão total, o Seikan perdeu o posto para o túnel de base de Gotardo, na Suíça, inaugurado em 2016. No trecho submarino, porém, ele segue como referência mundial, com mais de 23 km sob o mar. A comparação entre túneis engana com facilidade, porque cada projeto mede coisas diferentes. Alguns critérios ajudam a entender os rankings.
- Compare extensão total e trecho submarino antes de dizer qual é o maior.
- Considere o uso, porque alguns túneis são só de carga ou só de metrô.
- Observe a profundidade, que muda bastante a dificuldade da obra.
- Leve em conta a época da construção e a tecnologia disponível.
Os dados técnicos do projeto estão detalhados em publicação especializada em ferrovias. Ela reúne números da obra e das estações subterrâneas.
Vale conhecer o túnel Seikan numa viagem ao Japão?
Vale, mesmo que a paisagem desapareça por alguns minutos de escuridão. Saber que existem centenas de metros de rocha e água acima do trem muda a sensação da viagem. Se o Japão está na sua lista, que tal incluir o trecho entre Honshu e Hokkaido no roteiro?
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)