Maioria dos diretórios do MDB adere a Flávio; partido deve oficializar apoio na terça
Ao menos 17 dos 27 diretórios estaduais deverão declarar apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em ato que acontece na terça
A maioria dos diretórios estaduais do MDB decidiu apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O anúncio oficial da adesão deve ser feito na próxima terça-feira, 13, em um ato do qual deve participar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ao menos 17 dos 27 diretórios estaduais deverão declarar apoio a Flávio. A reunião que selou o acordo contou com o candidato, o governador de São Paulo, o prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi.
Entre os diretórios favoráveis estão Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Maranhão e Tocantins.
O mapa mostra uma concentração do apoio no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte da região Norte.
A articulação teve participação central de Tarcísio e de Ricardo Nunes, enquanto a ala do MDB mais próxima de Lula deve manter liberdade para apoiar o petista como em Alagoas, onde predomina a base de Renan Calheiros.
Pesquisa aponta vantagem de Flávio
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira, 9, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% das intenções de voto no segundo turno contra Lula (PT).
O petista tem 45,7%.
Em votos válidos, Flávio atinge 52,8%, ante 47,2% de Lula.
O cenário indica um crescimento do candidato do PL, que passou de 47,4% na véspera da eleição para 51,1%.
Lula, por sua vez, caiu do mesmo patamar de Flávio para o percentual atual.
Brancos e nulos somam 3,2%.
O levantamento ouviu 5.026 eleitores entre os dias 3 e 8 de outubro.
Aprovação cai
A aprovação de Lula caiu de 47% para 45%.
Já a desaprovação do petista se manteve em 53%.
A avaliação “ruim e péssimo” do governo passou de 50% para 52%.
Já a avaliação “ótimo e bom” caiu de 41% para 37%.
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