Netanyahu sugere que ataque no Catar não eliminou líderes do Hamas
Força aérea israelense atingiu edifício da sede do grupo terrorista em Doha
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (foto), indicou neste sábado, 13, que líderes do Hamas no Catar ainda estão vivos e devem ser alvo de novos ataques.
“Os chefes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se importam com o povo em Gaza”, escreveu Netanyahu no X.
“Eles bloquearam todas as tentativas de cessar-fogo para prolongar a guerra indefinidamente. Se livrar deles eliminará o principal obstáculo para libertar todos os nossos reféns e encerrar a guerra.”
O Hamas havia afirmado que seus líderes não foram mortos no ataque da última terça-feira, em Doha, ação que gerou reação internacional. Israel atingiu um edifício onde estariam os líderes do grupo.
Em declaração conjunta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) e a Agência de Inteligência Estrangeira (ISA) afirmaram que o ataque foi preciso e direcionado à alta liderança do Hamas, apontada como responsável pelo massacre de 7 de outubro e pela gestão da guerra contra Israel.
“As FDI e a ISA continuarão a agir com determinação para derrotar a organização terrorista Hamas”, diz a nota. Antes do ataque, segundo Israel, foram tomadas medidas para minimizar danos a civis, incluindo o uso de munições de precisão e inteligência adicional.
Reação internacional
O governo do Catar condenou o bombardeio, chamando-o de “ataque covarde” e “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari, destacou que o país não recebeu aviso prévio de Washington sobre a operação.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou não estar “nada feliz” com a ofensiva israelense.
“Queremos os reféns de volta, mas não estamos nada felizes com a forma como as coisas aconteceram hoje”, disse o republicano a jornalistas.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou o posicionamento e criticou o bombardeio contra uma “nação soberana e aliada dos EUA”.
Segundo Leavitt, embora “eliminar o Hamas seja um objetivo louvável”, atacar o Catar não promove os interesses de Israel nem dos Estados Unidos, uma vez que o país árabe tem trabalhado em negociações de paz, assumindo riscos significativos.
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