Netanyahu conversa com Rubio sobre ofensiva dos EUA contra TPI
Premiê israelense apoia iniciativa americana contra tribunal e critica decisões tomadas por funcionários em Haia
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 26, que conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a campanha de Washington para desmantelar o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Segundo Netanyahu, Rubio reafirmou a intenção dos EUA de adotar medidas contra a corte.
“Ontem à noite falei com o secretário de Estado Marco Rubio, que reiterou a intenção dos Estados Unidos de agir com firmeza contra esta organização [o TPI]”, disse o premiê israelense em publicação no X.
Na nota, Netanyahu afirmou que o TPI “põe em risco a justiça no mundo” e submete a segurança dos países “às decisões de funcionários corruptos em Haia”. O premiê também pediu que outros países apoiem a iniciativa americana.
As declarações ocorreram antes da viagem de Netanyahu a Washington, onde ele deve se encontrar com o presidente Donald Trump. A reunião deve abordar temas como a situação no Irã e a relação entre os dois países.
Netanyahu também se manifestou sobre destituição do procurador do TPI, Karim Khan, após acusações de conduta sexual imprópria. O israelense afirmou que Khan teria emitido mandados de prisão contra ele e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant para desviar a atenção das denúncias.
“Lunáticos e malucos”
A saída de Khan ocorreu após uma votação dos Estados-membros do tribunal. 82 dos 125 países integrantes votaram pela remoção do procurador, que nega as acusações e afirma que contestará a decisão.
O governo americano havia anunciado uma nova campanha contra o TPI, alegando que a corte ameaça a soberania dos Estados Unidos.
Marco Rubio chegou a chamar integrantes do tribunal de “lunáticos e malucos” e afirmou que autoridades americanas nunca seriam submetidas à jurisdição da corte.
Os EUA também aplicaram sanções contra juízes e procuradores do TPI, incluindo Khan, em reação aos mandados de prisão emitidos contra Netanyahu e Gallant, além de investigações envolvendo militares americanos no Afeganistão.
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