Estados-membros do TPI votam pela destituição de Karim Khan
Decisão foi aprovada por 82 dos 125 países; Advogado do ex-procurador nega acusações de assédio e diz que o britânico irá recorrer
Os Estados-membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) votaram nesta sexta-feira, 24, pela destituição do procurador-chefe, Karim Khan, por acusações de má conduta sexual.
A presidente da Assembleia dos Estados, Päivi Kaukoranta, afirmou que 82 dos 125 Estados-membros do tribunal votaram a favor da destituição do procurador, concluindo que Khan “cometeu falta grave e uma grave violação do dever”.
O advogado de Khan, Tayab Ali, afirmou que o ex-procurador irá contestar a votação.
“Ele negou as acusações desde o início e continua a fazê-lo”, diz a nota.
A votação ocorre em meio às críticas do governo de Donald Trump ao TPI, acusado pela Casa Branca de representar uma ameaça à soberania dos Estados Unidos.
Acusação
No ano passado, uma ex-funcionária de Karim Khan denunciou o promotor por assédio sexual.
Ela alegou reiterados casos de má conduta sexual por parte do britânico nos anos de 2023 e 2024.
Khan chegou a tentar dissuadir a mulher da ideia de prosseguir com a alegação de um comportamento inadequado em relação a ela, segundo revelou o The Guardian.
A defesa dele nega os relatos da vítima.
Em maio, o procurador se afastou temporariamente do cargo.
Em seguida, Khan foi suspenso pelo TPI de todas suas funções oficiais até a votação.
Segunda mulher
Uma segunda mulher também acusou o procurador de má conduta sexual.
Segundo o The Guardian, o britânico realizou inúmeras investidas indesejadas e usou sua autoridade para coagir a vítima.
Sob condição de anonimato, a mulher afirmou ter decidido conversar com a imprensa após ler a primeira acusação da outra mulher.
A mulher contou que trabalhava como estagiária não remunerada para Khan, em 2009.
Na ocasião, ele atuava como um advogado de defesa do ex-presidente da Libéria Charles Tayor em um processo sobre crimes de guerra.
Leia em Crusoé: O que a remoção de Karim Khan fala sobre a Justiça internacional?
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Comentários (1)
Ótimo! Q vá agora se juntar aos terroristas...