Netanyahu confirma negociações com Trump sobre planos de paz
Embora tenha confirmado avanços, primeiro-ministro israelense se mostrou menos otimista que o aliado americano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (foto), afirmou neste domingo, 28, que trabalha com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no plano de 21 pontos para encerrar a guerra em Gaza. Embora tenha confirmado os avanços, Netanyahu se mostrou menos otimista que o aliado americano.
Horas antes, como mostramos, Trump afirmou nas redes sociais que havia uma “chance real de grandeza no Oriente Médio”.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos EUA escreveu: “Todos estão a bordo para algo especial, pela primeira vez. Nós vamos conseguir”.
O plano americano foi apresentado a líderes árabes na semana passada. Segundo Trump, as negociações estão “em seus estágios finais” e podem ser concluídas após a reunião que terá com Netanyahu na Casa Branca, nesta segunda-feira.
Em entrevista à Fox News, Netanyahu demonstrou cautela.
“Estamos trabalhando nisso. Ainda não foi finalizado, mas estamos trabalhando com a equipe do presidente Trump, na verdade, enquanto falamos”, afirmou. O premiê israelense disse esperar que o acordo permita a libertação dos reféns, o fim do domínio do Hamas e a desmilitarização de Gaza.
O primeiro-ministro também afirmou que Israel aceitaria permitir a saída segura de membros do Hamas caso eles encerrassem a guerra e libertassem todos os reféns.
“Tudo isso, acredito, faz parte do plano. Não vou me adiantar, porque estamos tendo exatamente essas discussões agora”, disse.
Divergências sobre o “dia seguinte” em Gaza
Apesar do otimismo da Casa Branca, ainda não está claro se Israel aceitará o plano em sua forma atual.
Entre os pontos polêmicos está o papel da Autoridade Palestina. O plano de Trump prevê que a entidade assuma o controle de Gaza após reformas, enquanto Netanyahu tem repetido que não permitirá sua participação.
“Acho que a credibilidade ou a probabilidade de que essas coisas aconteçam — uma Autoridade Palestina reformada que mude completamente de postura… Algumas pessoas podem acreditar que isso vai acontecer. Eu não acho que vá acontecer”, afirmou.
Outro aspecto contestado por Netanyahu é a menção a “um caminho credível para a criação de um Estado palestino”. O primeiro-ministro já declarou na ONU que rejeita essa possibilidade.
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