México envia quinta remessa de socorro a Cuba
Navio mercante entrega 1.700 toneladas de alimentos à ilha, que enfrenta apagões de até 20 horas diárias
Um carregamento com 1.700 toneladas de alimentos e produtos de higiene partiu do México e aportou em Havana nesta segunda-feira, 18, na quinta remessa de assistência humanitária enviada pelo país ao governo cubano desde fevereiro.
Cuba atravessa um colapso energético agravado pelo embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos, que tem provocado interrupções no fornecimento de eletricidade por períodos superiores a 20 horas diárias na capital.
Carga sem combustível, mas com alimentos básicos
Diferentemente das quatro remessas anteriores, transportadas por embarcações da Marinha mexicana, o material chegou a bordo do navio mercante Asian Katra, de bandeira panamenha, que entrou pela manhã na baía do porto de Havana, segundo informações da AFP.
O embaixador mexicano em Cuba, Miguel Ignacio Díaz Reynoso, informou que a carga é proveniente do governo do México, de organizações da sociedade civil daquele país e também do Uruguai.
A presidente mexicana Claudia Sheinbaum havia anunciado o envio na semana anterior, deixando claro que petróleo não integrava o carregamento. O ministro cubano da Indústria Alimentar, Alberto López, detalhou que o leite em pó e o feijão transportados pelo Asian Katra serão distribuídos “a crianças e idosos”.
Embargo aprofunda crise elétrica
Os Estados Unidos mantêm um bloqueio ao fornecimento de petróleo a Cuba desde o fim de fevereiro de 2026, sob o argumento de que a ilha representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional norte-americana. Desde a imposição da medida, apenas um navio-tanque russo obteve autorização para atracar — e seu carregamento já foi inteiramente consumido.
Sem reservas de diesel ou de outros combustíveis, o governo cubano admitiu na semana passada que não dispõe de insumos para operar os geradores que complementam as sete usinas termoelétricas do país. Na última quinta-feira, o fornecimento de energia foi interrompido em sete das quinze províncias cubanas simultaneamente. Nas regiões do interior, os cortes chegam a durar dias consecutivos.
A situação tem gerado protestos em bairros de Havana nos últimos dias, à medida que a população pressiona por solução para os apagões prolongados.
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Comentários (1)
Claudio Naves
18.05.2026 18:071700 toneladas para uma nação escravizada e palperrina não dá uma refeição para cada cubano , quando a civilização conseguirá acabar com esse maléfico regime ?