María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela após terremotos
"É meu dever acompanhar meu povo", diz líder opositora venezuelana
A líder opositora María Corina Machado (foto) anunciou neste domingo, 28, que retornará “muito em breve” à Venezuela para prestar apoio às vítimas dos terremotos que devastaram o país.
Em entrevista à Fox News, ela afirmou que pretende participar dos esforços de resgate.
María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz de 2025, disse que considera o retorno um dever diante da tragédia.
“É meu dever acompanhar meu povo. Precisamos estar juntos para nos abraçarmos, para chorar e viver o luto juntos, mas também para nos fortalecermos neste momento tão difícil”, disse.
Ela afirmou ainda que a prioridade é salvar vidas e prestar assistência aos atingidos.
“Rezamos para que Deus nos dê forças para seguir em frente, para cumprir nosso dever agora. A prioridade absoluta é salvar vidas e, certamente, consolar e ajudar aqueles que foram prejudicados.”
Embora não tenha informado a data da viagem, a líder opositora garantiu que voltará ao país em breve.
“Muito em breve estarei de volta à Venezuela junto ao povo.”
Número de mortes chega a 1.450
Mais cedo, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que o número de mortos pelos terremotos da última quarta-feira chegou a 1.450. O balanço anterior apontava 1.430 vítimas.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Rodríguez afirmou que a tragédia é “a mais brutal catástrofe natural que nosso país já sofreu em sua história”.
Segundo ele, há 3.150 feridos, 12.721 famílias afetadas e 774 edifícios danificados, dos quais 189 desabaram completamente. Também sofreram danos 38 hospitais, 44 centros comerciais e outras 1.645 estruturas.
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Resgates e ajuda internacional
As equipes de busca continuam trabalhando em La Guaira, região mais atingida pelos tremores, onde centenas de edifícios desabaram.
Especialistas alertam que as chances de encontrar sobreviventes diminuem significativamente após 72 horas, embora ainda seja possível localizar pessoas com vida sob os escombros.
A tragédia mobilizou uma ampla operação internacional. Segundo o governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros já chegaram ao país. O Brasil enviou médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Cerca de 14 mil militares e policiais venezuelanos atuam nas áreas afetadas.
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Comentários (1)
Marcel Hirsch
29.06.2026 08:13María Corina Machado tem mais coragem que o patético Trump e os lunáticos que o rodeiam. Ela é um exemplo a ser seguido.