Delcy é vaiada durante visita a região atingida por terremoto
Líder interina da Venezuela foi alvo de protestos em Caracas
Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela, foi vaiada durante visita a um bairro de Caracas afetado pelos terremotos que devastaram o país.
Moradores criticaram a presença de Rodríguez na última sexta-feira, 26, e acusaram o regime de explorar politicamente a tragédia.
Reunidos perto de um edifício que desabou, moradores gritaram:
“Já basta de fazer campanha política em uma tragédia como a que estamos vivendo”.
O grupo também entoou palavras de ordem como “Fora!” e afirmou que “o governo não está fazendo nada pelo povo”.
Segundo o balanço oficial mais recente, os terremotos deixaram 1.430 mortos, 3.238 feridos e 3.142 famílias desabrigadas.
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Ajuda internacional
Rodríguez afirmou que 24 países enviaram apoio à Venezuela desde os abalos sísmicos. Ao todo, chegaram ao país 521 toneladas de suprimentos, 86 equipes com cães farejadores e mais de 2.700 especialistas em busca e salvamento, que atuam principalmente no estado de La Guaira, o mais atingido pelos tremores.
Na noite de sábado, equipes de resgate retiraram com vida um menino de 11 anos dos escombros em Caraballeda.
Ao comentar o resgate, Rodríguez afirmou: “Nestas horas, cada vida é uma esperança para a Venezuela”.
A Organização das Nações Unidas (ONU) instalou três hospitais de campanha em La Guaira e começou a montar abrigos para atender os desabrigados.
A entidade também enviou um primeiro avião com 20 toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamentos para tratamento de água.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a costa central da Venezuela na quarta-feira, 24, com intervalo de apenas 39 segundos entre os abalos. O estado de La Guaira concentrou a maior parte da destruição e permanece em situação de desastre.
Uma avaliação preliminar do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estima que os danos materiais já alcancem US$ 6,7 bilhões.
A União Europeia anunciou um pacote emergencial de 5 milhões de euros e ativou seu mecanismo de proteção civil para enviar equipes de resgate. Já os Estados Unidos prometeram US$ 150 milhões em assistência.
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