Lei em vigor permite que trabalhadores solicitem afastamento de até 2 anos para cuidar de companheiro

07.07.2026

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Lei em vigor permite que trabalhadores solicitem afastamento de até 2 anos para cuidar de companheiro

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7 minutos de leitura 04.07.2026 13:43 comentários
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Lei em vigor permite que trabalhadores solicitem afastamento de até 2 anos para cuidar de companheiro

Regra em vigor garante excedência prolongada em situações específicas de cuidado familiar, mas não funciona como licença remunerada comum.

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Lei em vigor permite que trabalhadores solicitem afastamento de até 2 anos para cuidar de companheiro
Lei já entrou em vigor e trabalhadores podem solicitar afastamento de até 2 anos para cuidar de companheiro. Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

Afastamento de 2 anos para cuidar de companheiro já é uma possibilidade prevista em lei, mas não funciona como uma licença comum. A regra vale na Espanha e protege o vínculo de trabalho em casos específicos de cuidado familiar.

Como funciona o afastamento de 2 anos para cuidar de companheiro?

A legislação espanhola prevê que trabalhadores possam pedir uma excedência para cuidar do cônjuge, parceiro de fato ou familiar próximo. A medida se aplica quando a pessoa cuidada não consegue se valer sozinha por idade, acidente, doença ou deficiência.

O ponto que chama atenção é o prazo. Pelo Estatuto de los Trabajadores, esse afastamento pode durar até 2 anos, salvo se acordo coletivo permitir período maior.

Lei já entrou em vigor e trabalhadores podem solicitar afastamento de até 2 anos para cuidar de companheiro
Lei já entrou em vigor e trabalhadores podem solicitar afastamento de até 2 anos para cuidar de companheiro

Quem pode solicitar esse afastamento?

A regra alcança trabalhadores que precisam prestar cuidado direto ao cônjuge, parceiro de fato ou familiar até o segundo grau. Também pode incluir familiar consanguíneo do parceiro de fato, desde que estejam preenchidas as condições legais.

Não basta apenas alegar necessidade de apoio. A pessoa cuidada precisa estar em situação que impeça autonomia plena e não pode exercer atividade remunerada. Por isso, o direito depende de comprovação e enquadramento no caso concreto.

Ponto da regra
O que a lei prevê
O que isso significa
Duração
Até 2 anos
O trabalhador pode se afastar por período prolongado para cuidado familiar.
Pessoa cuidada
Cônjuge, parceiro de fato ou familiar próximo.
A proteção não se limita apenas a filhos ou pais.
Condição exigida
Idade, acidente, doença ou deficiência.
A necessidade de cuidado precisa ter justificativa concreta.

O trabalhador continua recebendo salário durante esse período?

Esse é um dos pontos mais importantes. A excedência por cuidado familiar não deve ser confundida com uma licença remunerada comum. Em geral, o contrato fica suspenso, e o trabalhador se afasta sem receber salário da empresa.

A proteção principal está no vínculo de emprego. A lei impede que o afastamento seja tratado como abandono e preserva direitos ligados à relação de trabalho, dentro dos limites previstos pela legislação e pelos acordos coletivos.

O emprego fica garantido depois do afastamento?

A norma prevê reserva do posto de trabalho durante o primeiro ano de excedência. Depois desse prazo, a reserva passa a se referir a uma vaga do mesmo grupo profissional ou categoria equivalente.

Isso significa que o retorno pode não ocorrer exatamente na mesma função depois do primeiro ano. Ainda assim, a lei mantém uma proteção relevante para quem precisa se afastar por motivo familiar sério.

Período
Proteção prevista
Efeito para o trabalhador
Primeiro ano
Reserva do posto de trabalho.
A volta tende a ocorrer para o mesmo cargo ocupado antes do afastamento.
Após o primeiro ano
Reserva de vaga equivalente.
O retorno pode ser para função do mesmo grupo profissional ou categoria similar.
Convenção coletiva
Pode ampliar direitos.
Alguns setores podem ter condições melhores que a regra geral.

O período afastado conta para antiguidade?

Sim. A legislação espanhola determina que o tempo em excedência por cuidado familiar seja computável para fins de antiguidade. O trabalhador também deve ser convocado para cursos de formação profissional, especialmente no momento de retorno.

Esse detalhe evita que o afastamento apague completamente a trajetória do empregado dentro da empresa. A ideia é permitir o cuidado familiar sem romper, de forma automática, a ligação construída no trabalho.

O afastamento pode ser usado de forma fracionada?

Outro ponto relevante é que a excedência pode ser aproveitada de forma fracionada. Na prática, isso permite maior adaptação ao estado da pessoa cuidada e à organização da vida familiar.

Mesmo assim, a empresa pode limitar o exercício simultâneo quando dois ou mais trabalhadores da mesma companhia pedirem o direito pelo mesmo motivo. Nesse caso, a negativa precisa ter razões objetivas e ser motivada por escrito.

Detalhe
Como funciona
Atenção prática
Pode fracionar
O período pode ser usado em partes.
A solicitação deve indicar datas e necessidade de cuidado.
É direito individual
Homens e mulheres podem solicitar.
A empresa não pode tratar o pedido como favor informal.
Pode haver limite
A empresa pode restringir pedidos simultâneos pelo mesmo causador.
A restrição precisa ter fundamento objetivo e alternativa viável.

Essa regra vale para trabalhadores brasileiros?

Não como regra geral da CLT. A pauta dos 2 anos se refere à legislação trabalhista espanhola. No Brasil, há direitos específicos para servidores, empregados públicos em certas situações e projetos em discussão sobre licença para cuidado familiar.

Um exemplo recente é o debate sobre licença remunerada de até 15 dias para cuidar de familiar doente, ainda em tramitação. Por isso, é importante não confundir a lei estrangeira com uma obrigação automática para empresas privadas brasileiras.

Leia também: Motorista apresentou CNH digital na blitz e acabou precisando da física antes de ser liberado

Por que essa lei chama tanta atenção?

A regra chama atenção porque toca em um problema cada vez mais comum: trabalhadores adultos que precisam conciliar emprego, saúde da família e cuidado de parceiros ou parentes dependentes.

O afastamento de 2 anos mostra uma tendência de proteção à vida familiar sem romper totalmente o vínculo de trabalho. Ao mesmo tempo, o caso também deixa claro que cada país trata esse equilíbrio de maneira diferente.

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