Israel mira arquiteto do 7 de outubro em ataque aéreo sobre Gaza
Operação aérea sobre a Cidade de Gaza tem resultado incerto; tropas israelenses ampliam controle territorial
Um ataque aéreo israelense sobre a Cidade de Gaza pode ter matado Ezzedine Al Haddad, chefe do braço armado do Hamas no território palestino.
A operação, ordenada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa Israel Katz, ocorreu após as Forças de Defesa de Israel (FDI) identificarem Al Haddad como alvo prioritário.
Um alto funcionário de segurança israelense afirmou haver “indícios iniciais” de sua morte, mas nem o exército israelense nem o Hamas confirmaram o resultado do ataque até o fechamento das informações, segundo o Canal 12 e comunicados oficiais das FDI.
Alvo de alta prioridade
De acordo com as FDI, Al Haddad era “um dos principais arquitetos do massacre do 7 de outubro” de 2023 e o último integrante da cúpula do Hamas que permanecia em Gaza desde aquela data.
Em declaração conjunta, Netanyahu e Katz acusaram o comandante de ter mantido reféns israelenses “com extrema crueldade”, de ter coordenado ataques contra soldados israelenses e de ter bloqueado o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o desarmamento do Hamas e a desmilitarização de Gaza. Segundo o Canal 12, a ordem para eliminá-lo foi dada nos últimos dias, após ficar evidente que Al Haddad representava um obstáculo às negociações.
Expansão territorial
Em paralelo ao ataque, Netanyahu declarou, em cerimônia pelo Dia de Jerusalém, que Israel controla atualmente 60% da Faixa de Gaza — percentual superior ao previsto no acordo de cessar-fogo vigente, que estipulava a retirada das tropas até a chamada “Linha Amarela”, mantendo o controle de pouco mais de 50% do território.
Segundo informações da imprensa local, as forças israelenses avançam agora em direção a uma “Linha Laranja”, o que implica domínio ainda maior sobre o enclave.
Sobre os reféns capturados no ataque de 7 de outubro de 2023, o premier afirmou: “Trouxemos de volta para casa todos os nossos reféns, até o último”. Quanto à ocupação territorial, declarou: “Houve quem dissesse: vão embora, vão embora! Não fomos. Hoje controlamos 60%; amanhã já veremos”.
Cenário humanitário
Desde o início da trégua, mais de 850 palestinos morreram, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas — número que a ONU considera confiável. O Exército israelense registrou a morte de cinco soldados no mesmo período.
Os esforços diplomáticos para encerrar o conflito não registraram avanços expressivos, e Netanyahu reiterou que as operações militares continuarão caso o Hamas se recuse a depor as armas.
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