Gigante dos sorvetes declara falência e encerra aproximadamente 500 lojas
A falência da controladora derrubou centenas de balcões tradicionais, mas a marca encontrou outro caminho depois da venda dos ativos.
A crise que atingiu a Thrifty Ice Cream eliminou cerca de 500 balcões tradicionais instalados em farmácias dos Estados Unidos. A falência, porém, ocorreu na empresa que controlava esses pontos, enquanto a marca de sorvetes seguiu outro caminho após o colapso.
Quem realmente entrou com o pedido de falência?
Quem recorreu novamente ao Chapter 11, em maio de 2025, foi a Rite Aid, rede de farmácias que controlava a Thrifty Ice Cream. O processo previa a venda de ativos, estoques, arquivos de receitas e propriedades enquanto as lojas eram fechadas ou transferidas.
Os documentos do processo estão reunidos pela Kroll Restructuring Administration. A crise veio menos de um ano depois de a Rite Aid concluir outra recuperação judicial, mostrando que a redução de dívidas e unidades não resolveu seus problemas financeiros.

Por que aproximadamente 500 pontos de sorvete fecharam?
A Thrifty mantinha centenas de balcões de sorvete dentro das farmácias Rite Aid, especialmente no oeste dos Estados Unidos. Quando essas unidades encerraram as atividades, os espaços de atendimento fecharam junto, pois dependiam da estrutura, dos funcionários e do fluxo das lojas.
Portanto, não eram cerca de 500 sorveterias independentes com imóveis próprios. O número representa principalmente balcões de atendimento instalados dentro das farmácias, conhecidos pelas bolas cilíndricas, sabores tradicionais e preços que aproximaram a marca de várias gerações.
O fechamento envolveu quatro elementos conectados:
O que aconteceu com a marca após os fechamentos?
A Thrifty foi vendida em 2025 para a Hilrod Holdings por US$ 19,2 milhões após uma disputa no processo de falência. A transação incluiu a marca e a operação relacionada aos sorvetes, evitando que o nome desaparecesse com o encerramento definitivo da antiga controladora.
Os novos proprietários mantiveram a fábrica de El Monte e começaram a ampliar a distribuição em supermercados, lojas parceiras e vendas pela internet. Assim, a perda dos balcões tradicionais não significou o encerramento completo da produção nem a retirada de todos os produtos do mercado.
O caso pode ser separado em três momentos:
A gigante dos sorvetes desapareceu definitivamente?
Não. A Thrifty Ice Cream perdeu aproximadamente 500 balcões associados à Rite Aid, mas sobreviveu à falência da controladora. O que terminou foi o modelo de presença baseado principalmente em farmácias, não toda a atividade comercial da marca.
A história mostra como uma empresa tradicional pode perder rapidamente seu principal canal e ainda preservar receitas, fábrica e valor cultural. Para os consumidores, a mudança significa menos balcões clássicos, enquanto os novos donos tentam reconstruir a presença da Thrifty por meio de varejistas e entregas.
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