Gigante dos pisos fecha 219 lojas depois do colapso e mais de 1.500 trabalhadores se despedem da operação
A queda de uma gigante dos pisos desmontou centenas de lojas e eliminou quase 1.600 empregos após um resgate que preservou só parte da rede.
Uma gigante dos pisos entrou em administração no Reino Unido e teve apenas uma parte da rede preservada por uma rival. A Carpetright possuía 273 lojas antes do colapso; 54 foram adquiridas pela Tapi e as outras 219 ficaram fora do acordo, deixando quase 1.600 empregos pelo caminho.
Qual gigante dos pisos entrou em colapso?
A empresa era a Carpetright, rede britânica fundada em 1988 e especializada em carpetes, pisos e camas. Antes da administração, mantinha 273 lojas e 1.898 empregados no Reino Unido e na República da Irlanda.
A companhia havia se tornado um nome conhecido do varejo de produtos para casa. Em julho de 2024, porém, administradores da PwC assumiram o negócio e concluíram imediatamente uma venda parcial para a rival Tapi Carpets & Floors.

Por que a Carpetright entrou em administração?
A Carpetright enfrentava queda nos gastos com reformas residenciais, mudanças nas preferências dos consumidores e um mercado imobiliário mais fraco. A pressão era especialmente forte para produtos de maior valor, que dependem de confiança do consumidor e de movimentação no mercado de casas.
Um ataque cibernético em abril de 2024 agravou a situação ao impedir a empresa de negociar normalmente durante parte do período. Os administradores afirmaram que a combinação desses fatores tornou impossível continuar com a estrutura existente.
Os principais pontos ajudam a entender a dimensão da crise:
Como apenas 54 lojas conseguiram ser preservadas?
A Tapi adquiriu 54 lojas e dois centros logísticos da Carpetright em um acordo concluído no próprio dia da administração. A operação também incluiu a transferência de 308 funcionários para o novo proprietário.
Segundo o comunicado oficial dos administradores da PwC, a propriedade intelectual e a marca Carpetright também foram negociadas separadamente com o grupo Tapi. A transação não abrangia a maior parte das lojas existentes.
O que aconteceu com os mais de 1.500 trabalhadores?
A rede possuía 1.898 funcionários quando entrou em administração. Como apenas 308 foram transferidos no acordo inicial, quase 1.600 postos ficaram fora da operação preservada, incluindo empregos em lojas, serviços residenciais e estruturas de apoio.
A PwC informou 1.018 demissões imediatas no momento da nomeação dos administradores. Outros trabalhadores permaneceram temporariamente na sede para auxiliar no encerramento, o que explica por que o total final de perdas de empregos foi maior do que a primeira rodada anunciada.
Os cards organizam o que foi preservado e o que ficou para trás:
A marca Carpetright desapareceu após o colapso?
Não. A administração encerrou a antiga estrutura empresarial, mas a marca Carpetright foi preservada no acordo envolvendo o grupo Tapi. Isso permitiu que o nome continuasse existindo mesmo depois do fechamento da maioria das lojas.
Essa distinção é importante porque o colapso não significou o desaparecimento absoluto da marca. O que deixou de existir foi a extensa operação anterior, com 273 lojas e quase 1.900 funcionários sob a antiga companhia.
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Por que o fechamento de 219 lojas chamou tanta atenção?
A dimensão do corte mostrou como um resgate pode preservar uma marca sem salvar a maior parte de sua estrutura. De 273 lojas, apenas 54 passaram para a Tapi, deixando 219 pontos fora da transação.
O episódio também atingiu trabalhadores e clientes em diversas cidades britânicas. Para a antiga Carpetright, julho de 2024 marcou a passagem de uma grande rede nacional para uma operação muito menor, mantida sob novo proprietário depois de um processo de administração.
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