Europa e Japão dizem estar “prontos” para ajudar a reabrir o Estreito e Ormuz
Comunicado conjunto não detalha ações, mas prevê esforços para estabilizar mercado de energia
Países europeus e o Japão afirmaram nesta quinta-feira, 19, estar “prontos” para enviar navios militares com o objetivo de auxiliar a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em comunicado conjunto, o Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e o país asiático afirmaram que estão dispostos a adotar medidas para estabilizar o mercado global de energia.
“Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando”, diz a nota.
A declaração, contudo, não explica de que maneira os países vão auxiliar os “esforços” no Estreito de Ormuz, por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
O comunicado também elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e afirma: “tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção”.
O congestionamento no estreito e a guerra no Irã fez com que o preço do barril chegasse a US$ 119.
Recuo
No início da semana, países da Europa rejeitaram o pedido do presidente americano, Donald Trump, para que enviassem navios militares e ajudassem na guerra contra o Irã.
O ministro da Defesa da Alemanha chegou a dizer que não deslocaria as embarcações porque “esta não é a nossa guerra”.
Na terça, 17, Trump afirmou que os Estados Unidos não precisam nem desejam a ajuda dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para integrar a campanha militar contra o Irã.
“Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos ‘aliados’ da OTAN de que eles não querem se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã, no Oriente Médio. Isso ocorre apesar de quase todos os países concordarem veementemente com o que estamos fazendo e de que o Irã não pode, de forma alguma, ter permissão para possuir uma arma nuclear.
Não me surpreende essa atitude, pois sempre considerei a OTAN, onde gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não fazem nada por nós, especialmente em um momento de necessidade. Felizmente, dizimamos as forças armadas do Irã: sua marinha foi destruída, sua força aérea foi destruída, seu sistema antiaéreo e radar foi destruído e, talvez o mais importante, seus líderes, em praticamente todos os níveis, foram eliminados, para nunca mais nos ameaçarem, nem a nossos aliados do Oriente Médio, nem ao mundo!
Devido ao sucesso militar que alcançamos, não ‘precisamos’ nem desejamos mais a ajuda dos países da OTAN — NUNCA PRECISAMOS! O mesmo se aplica ao Japão, à Austrália ou à Coreia do Sul. Aliás, falando como Presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM!”
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