“Espero que possamos anunciar algo hoje ou amanhã”, diz Netanyahu sobre reféns
Hamas teria aceitado acordo de cessar-fogo enviado por Steve Witkoff, em troca de libertação de israelenses
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira, 26, que espera fazer um anúncio nos próximos dias sobre a libertação de reféns mantidos pelo Hamas em Gaza.
“A libertação dos nossos reféns é uma prioridade. Espero que possamos anunciar algo sobre este assunto hoje, e se não hoje, amanhã”, disse Netanyahu, em vídeo.
No entnato, o Gabinete do Primeiro-Ministro tratou de esclarecer que a declaração anterior de Netanyahu teve o objetivo de refletir os esforços contínuos para garantir a libertação dos reféns e que, até o momento, não há nada de concreto.
Segundo a agência Reuters, uma autoridade palestina revelou que o Hamas teria aceitado uma proposta de cessar-fogo encaminhada pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff.
O plano incluiria a libertação de 10 reféns israelenses vivos mantidos, em dois grupos, mantidos em cativeiro pelo Hamas. Por outro lado, os israelenses deveriam deixar parcialmente a ocupação em Gaza e liberar prisioneiros palestinos em Israel.
Apesar disso, o governo israelense trata a proposta com cautela.
Em 18 de março, Israel retomou sua campanha militar em Gaza.
Atualmente, há 98 reféns israelenses em cativeiro na região administrada pelo Hamas. Entre os 251 reféns capturados, desde o fatídico 7 de outubro de 2023, 117 foram capturados vivos e 34 foram confirmados como mortos.
Recado a líderes
Após o assassinato de um jovem casal israelense no Museu Judaico de Washington, na noite de quarta-feira, 21, Netanyahu gravou um vídeo no qual criticou o posicionamento de líderes internacionais.
O premiê repudiou a intenção do do presidente da França, Emmanuel Macron, e dos primeiros-ministros do Reino Unido, Keir Starmer, e do Canadá, Mark Carney, de proporem a criação de um Estado palestino e “exigirem que Israel encerrasse a guerra em Gaza”.
Para Netanyahu, o fato de “terroristas , assassinos e estupradores agradecerem” os líderes internais pela solicitação, significa que eles “estão do lado errado da justiça, da história e da humanidade”.
“Nunca consegui entender como essa verdade tão simples escapa aos líderes da França, Grã-Bretanha, Canadá e outros. Eles agora propõem estabelecer um Estado palestino e recompensar esses assassinos com o prêmio máximo. Bem, por 18 anos tivemos um Estado palestino de fato. Chama-se Gaza. E o que obtivemos? Paz? Não“.
(…) Você não ficará surpreso ao saber que o Hamas agradeceu ao presidente Macron e aos primeiros-ministros Starmer e Carney por exigirem que Israel encerrasse a guerra em Gaza imediatamente. O Hamas estava certo em agradecê-los. Porque ao emitirem sua demanda – repleta de ameaças de sanções contra Israel, contra Israel, não contra o Hamas – esses três líderes efetivamente disseram que querem que o Hamas permaneça no poder. Eles querem que Israel recue e aceite que o exército de assassinos em massa do Hamas sobreviverá, reconstruirá e repetirá o massacre de 7 de outubro, uma e outra vez, porque é isso que o Hamas prometeu fazer do.
Eu digo ao Presidente Macron, ao Primeiro-Ministro Carney e ao Primeiro-Ministro Starmer: quando assassinos em massa, estupradores, assassinos de bebês e sequestradores agradecem, vocês estão do lado errado da justiça. Você está do lado errado da humanidade e você está do lado errado da história. Agora, esses líderes podem pensar que estão promovendo a paz. Mas não estão. Estão encorajando o Hamas a continuar lutando para sempre. E lhes dão a esperança de estabelecer um segundo Estado palestino, a partir do qual o Hamas tentará novamente destruir o Estado judeu”, disse.
Leia mais: “Lado errado da história”, diz Netanyahu a Macron, Starmer e Carney
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