“Lado errado da história”, diz Netanyahu a Macron, Starmer e Carney
Primeiro-ministro acusou líderes internacionais de encorajarem o Hamas, após assassinato de casal em Washington
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gravou um vídeo após o assassinato de um jovem casal israelense no Museu Judaico de Washington, na noite de quarta-feira, 21.
“Ontem à noite, algo horrível aconteceu em Washington. Um terrorista brutal atirou a sangue frio em um jovem e belo casal – Yaron Lischinsky e Sara Milgrim. Yaron tinha acabado de comprar um anel de noivado para Sarah. Ele planejava dá-lo a ela em Jerusalém na semana seguinte. Eles planejavam começar uma vida nova e feliz juntos. Bem, isso, tragicamente, não aconteceu. Yaron e Sarah não foram vítimas de um crime aleatório”, disse.
Segundo Netanyahu, o terrorista matou cruelmente os funcionários da embaixada porque “ele queria matar judeus”.
“O terrorista que os matou cruelmente o fez por uma única razão: ele queria matar judeus. E enquanto era levado, ele gritava: “Palestina Livre!” Este é exatamente o mesmo cântico que ouvimos em 7 de outubro. Naquele dia, milhares de terroristas invadiram Israel a partir de Gaza. Decapitaram homens. Estupraram mulheres. Queimaram bebês vivos. Massacraram 1.200 pessoas inocentes e levaram 251 inocentes como reféns para as masmorras de Gaza. Pouco tempo depois, o chanceler Scholz da Alemanha visitou Israel. E depois de ver os horrores, ele me disse: “Esses terroristas do Hamas são exatamente como os nazistas”, continuou.
O premiê criticou o posicionamento do presidente da França, Emmanuel Macron, e dos primeiros-ministros do Reino Unido, Keir Starmer, e do Canadá, Mark Carney, por proporem a criação de um Estado palestino e “exigirem que Israel encerrasse a guerra em Gaza”.
Para Netanyahu, o fato de “terroristas , assassinos e estupradores agradecerem” os líderes internais pela solicitação, significa que eles “estão do lado errado da justiça, da história e da humanidade”.
“Nunca consegui entender como essa verdade tão simples escapa aos líderes da França, Grã-Bretanha, Canadá e outros. Eles agora propõem estabelecer um Estado palestino e recompensar esses assassinos com o prêmio máximo. Bem, por 18 anos tivemos um Estado palestino de fato. Chama-se Gaza. E o que obtivemos? Paz? Não“.
(…) Você não ficará surpreso ao saber que o Hamas agradeceu ao presidente Macron e aos primeiros-ministros Starmer e Carney por exigirem que Israel encerrasse a guerra em Gaza imediatamente. O Hamas estava certo em agradecê-los. Porque ao emitirem sua demanda – repleta de ameaças de sanções contra Israel, contra Israel, não contra o Hamas – esses três líderes efetivamente disseram que querem que o Hamas permaneça no poder. Eles querem que Israel recue e aceite que o exército de assassinos em massa do Hamas sobreviverá, reconstruirá e repetirá o massacre de 7 de outubro, uma e outra vez, porque é isso que o Hamas prometeu fazer do.
Eu digo ao Presidente Macron, ao Primeiro-Ministro Carney e ao Primeiro-Ministro Starmer: quando assassinos em massa, estupradores, assassinos de bebês e sequestradores agradecem, vocês estão do lado errado da justiça. Você está do lado errado da humanidade e você está do lado errado da história. Agora, esses líderes podem pensar que estão promovendo a paz. Mas não estão. Estão encorajando o Hamas a continuar lutando para sempre. E lhes dão a esperança de estabelecer um segundo Estado palestino, a partir do qual o Hamas tentará novamente destruir o Estado judeu”, disse.
Netanyahu concluiu o vídeo afirmando que, há alguns dias, um funcionário da ONU (Organização das Nações Unidos) mentiu ao dizer que 14.000 bebês palestinos morreriam em 48 horas por causa dos ataques israelenses.
“Veja bem, muitas instituições internacionais são cúmplices na disseminação dessa mentira. A imprensa repete. A multidão acredita. E um jovem casal é brutalmente baleado em Washington”, disse.
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