Depois de décadas vendendo calçados, rede entra em colapso e mais de mil trabalhadores encaram o fim da operação
Custos maiores, mudanças no consumo e uma venda frustrada levaram uma tradicional cadeia britânica à segunda quebra em pouco mais de um ano.
Uma rede entra em colapso pela segunda vez após enfrentar custos maiores, vendas pressionadas e dificuldade para encontrar comprador. A Brantano operava 73 lojas e 64 concessões no Reino Unido, empregava mais de mil pessoas e encerrou todas as unidades poucos meses depois.
Qual rede de calçados entrou novamente em colapso?
A empresa era a Brantano Retail Limited, conhecida no Reino Unido pela venda de calçados de diferentes marcas e faixas de preço. A rede entrou em administração em 22 de março de 2017, pouco mais de um ano após ter passado pelo mesmo procedimento.
Naquele momento, a Brantano possuía 73 lojas e 64 concessões espalhadas pelo Reino Unido. A operação britânica havia crescido desde o fim dos anos 1990 e mantinha presença em grandes pontos comerciais, especialmente fora dos centros urbanos.

Por que a rede entra em colapso novamente?
A Brantano enfrentava um mercado de calçados deprimido e competitivo, segundo os administradores da PwC. A queda da libra após o referendo sobre a União Europeia também elevou custos de importação, enquanto mudanças nos hábitos de consumo pressionavam varejistas tradicionais.
A controladora Alteri buscou vender a companhia antes da quebra. Houve interesse de potenciais compradores, mas nenhuma negociação resultou em uma venda capaz de manter a empresa funcionando, levando à segunda administração em pouco mais de um ano.
Os principais fatores ajudam a entender a nova crise:
Quantos trabalhadores ficaram ameaçados pelo fechamento?
A Brantano empregava 1.086 trabalhadores quando entrou em administração pela segunda vez. A PwC descreveu oficialmente o quadro como superior a mil funcionários e avisou desde o início que demissões seriam inevitáveis caso compradores não fossem encontrados.
Os empregados continuaram trabalhando e recebendo salários enquanto os administradores avaliavam a operação e possíveis interessados em partes do negócio. Conforme ficou evidente que toda a cadeia não seria preservada, os desligamentos avançaram junto com os fechamentos.
Qual era o tamanho da operação antes da despedida?
A rede somava 73 lojas e 64 concessões no Reino Unido em março de 2017. As concessões permitiam vender calçados dentro de outros estabelecimentos, enquanto as lojas próprias formavam a parte mais visível da operação física da companhia.
A página sobre calçados ajuda a contextualizar o segmento em que a rede atuava. A Brantano competia tanto com especialistas quanto com grandes varejistas de moda que ampliavam suas próprias linhas de sapatos e botas.
Os números resumem a estrutura existente quando a administração começou:
Quando as lojas da Brantano fecharam definitivamente?
As lojas continuaram abertas inicialmente enquanto a PwC avaliava compradores e alternativas para partes do negócio. A própria PwC registra a administração da Brantano e informa que todas as filiais deixaram de operar no fim de maio de 2017.
O encerramento ocorreu cerca de dois meses após a segunda entrada em administração. Partes menores dos ativos encontraram interessados, mas isso não foi suficiente para preservar a rede nacional ou evitar a maior parte das perdas de empregos.
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O nome Brantano desapareceu junto com a antiga operação?
Não. O colapso de 2017 encerrou a antiga operação física britânica da Brantano Retail Limited, mas o nome comercial retornou posteriormente pela internet sob outra estrutura. Isso separa a despedida das lojas do desaparecimento definitivo da marca.
Para os trabalhadores da antiga companhia, porém, o impacto foi concreto. Uma rede com dezenas de lojas e concessões passou da tentativa de encontrar comprador ao fechamento completo em poucas semanas, encerrando uma presença física construída durante décadas no mercado britânico de calçados.
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