Criatura capaz de chegar a 7 metros e 500 kg é filmada viva pela primeira vez 100 anos depois de ser descoberta
Um juvenil transparente apareceu a 600 metros de profundidade, enquanto adultos podem alcançar sete metros e pesar meia tonelada.
A lula-colossal foi filmada viva em seu habitat natural pela primeira vez em março de 2025, cem anos após sua descrição científica. O exemplar juvenil media 30 centímetros e nadava a 600 metros de profundidade perto das Ilhas Sandwich do Sul, no Atlântico Sul.
Qual criatura foi filmada viva pela primeira vez?
O animal era uma lula-colossal jovem, identificada cientificamente como Mesonychoteuthis hamiltoni. A espécie vive nas águas frias do Oceano Austral e é considerada o invertebrado mais pesado conhecido, embora raramente seja observada diretamente em seu ambiente.
O registro não mostrou um adulto de sete metros, mas um indivíduo pequeno e quase transparente. Até então, o conhecimento vinha principalmente de restos encontrados em estômagos de cachalotes e aves marinhas, além de exemplares capturados por embarcações pesqueiras.

Como a lula-colossal foi registrada nas profundezas?
A filmagem ocorreu em 9 de março de 2025 durante uma expedição de 35 dias nas proximidades das Ilhas Sandwich do Sul. O veículo operado remotamente SuBastian encontrou o animal enquanto explorava a coluna d’água a aproximadamente 600 metros.
As imagens foram feitas a partir do navio de pesquisa Falkor (too) e posteriormente verificadas por especialistas independentes. O Ocean Census classificou o encontro como a primeira observação confirmada da espécie viva, em profundidade e no habitat natural.
Quais números mostram a dimensão dessa descoberta?
O juvenil media cerca de 30 centímetros, pouco menos que uma régua escolar, enquanto adultos são estimados em até sete metros. A diferença mostra quanto o corpo se transforma ao longo do crescimento e por que o exemplar filmado parecia tão delicado.
Um adulto pode atingir aproximadamente 500 kg, massa que coloca a espécie acima de outros invertebrados conhecidos. A filmagem aconteceu exatamente no centenário da descrição científica realizada em 1925, ampliando o peso histórico do encontro.
Como os cientistas confirmaram que era uma lula-colossal?
A identificação considerou os ganchos presentes nos braços e tentáculos, a estrutura do corpo e outros detalhes anatômicos visíveis no vídeo. Especialistas compararam as imagens com exemplares preservados e descartaram espécies parecidas encontradas no mesmo oceano.
A transparência também era compatível com um estágio juvenil. Conforme cresce, a lula-colossal perde a aparência translúcida, mas ainda faltam observações suficientes para reconstruir todas as mudanças entre o nascimento e a fase adulta.
Por que os adultos continuam quase desconhecidos?
A espécie ocupa águas profundas, frias e remotas, onde expedições são caras e dependem de equipamentos especializados. Adultos podem viver ainda mais fundo que os jovens e talvez percebam veículos de pesquisa com antecedência graças aos olhos extremamente grandes.
Exemplares mortos ou moribundos revelam anatomia, mas não mostram como o animal nada, caça, se reproduz ou reage a predadores. A primeira filmagem abre espaço para câmeras menos invasivas e missões voltadas especificamente à busca de indivíduos maiores.
- Registrar um adulto saudável em seu ambiente natural.
- Determinar a profundidade usada em cada fase da vida.
- Observar alimentação, reprodução e comportamento defensivo.
- Estimar distribuição e quantidade de indivíduos no Oceano Austral.
- Avaliar efeitos da pesca e das mudanças climáticas.
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O que a filmagem muda no estudo da lula-colossal?
O vídeo confirma que a espécie pode ser observada sem captura e fornece uma referência viva de cor, movimento e postura juvenil. Esses dados ajudam a interpretar exemplares preservados e orientam novas buscas em profundidades semelhantes.
A lula-colossal permanece cercada por lacunas científicas, mas deixou de ser conhecida apenas por restos e capturas ocasionais. O próximo marco será registrar um adulto saudável, capaz de mostrar como uma criatura de meia tonelada se comporta no oceano profundo.
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