4 em cada 10 moradores vivem em apartamento na cidade catarinense que está entre as 5 melhores do país
O crescimento dos prédios mudou a forma de morar e a paisagem do município
A vizinha da capital costuma ser o endereço de quem não conseguiu morar na capital. São José, colada em Florianópolis pela única divisa terrestre da ilha, passou décadas nesse papel de cidade dormitório. Hoje, 41,05% da população mora em prédios, a sétima maior proporção do Brasil, e indicadores de saúde que superam quase todo o país.
Por que São José aparece no top 5 nacional em saúde?
O município ocupa a 5ª posição do Brasil no pilar Qualidade da Saúde do Ranking de Competitividade dos Municípios, depois de avançar 29 colocações em uma única edição, conforme divulgado pela Prefeitura Municipal de São José. O levantamento é do Centro de Liderança Pública (CLP) e avalia 65 indicadores distribuídos em 13 pilares.
O pilar não mede quantos postos existem, e sim se o atendimento chega e funciona, com efeito direto sobre longevidade e bem-estar. Entre os cinco melhores do país nesse quesito, três são do Sul: além de São José, aparecem Jaraguá do Sul e Ijuí. A cidade também sedia o Hospital Regional de São José, referência estadual em cardiologia.

Como é a qualidade de vida de quem mora em São José?
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) josefense é de 0,809, faixa considerada muito alta, o que coloca a cidade em 21º lugar entre mais de 5,5 mil municípios brasileiros e em quarto em Santa Catarina, atrás apenas de Florianópolis, Balneário Camboriú e Joaçaba, segundo o Governo de Santa Catarina. O índice vem do Atlas do Desenvolvimento Humano, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o Ipea e a Fundação João Pinheiro.
Dentro desse cálculo, o componente que mais puxa São José para cima é a longevidade: a expectativa de vida local passa de 77 anos. É um número que conversa com o desempenho em saúde e ajuda a explicar por que a cidade cresceu 28,83% em doze anos, chegando a 270.295 habitantes no Censo 2022, conforme a Prefeitura Municipal de São José.

Onde as pessoas realmente moram na cidade?
São José tem 41,05% dos moradores em apartamentos, a sétima maior proporção do país no Censo 2022, segundo a Prefeitura Municipal de São José. Para dimensionar: em Santa Catarina inteira, apenas 18,5% da população mora em prédios, e no Brasil a casa segue sendo a regra.
A concentração tem endereço certo. Os bairros Kobrasol e Campinas formam o coração vertical, com calçadões de padarias, clínicas e agências. Quem prefere horizontal encontra o oposto na mesma cidade: o Centro Histórico de casario açoriano e bairros como Ponta de Baixo, à beira da baía. O novo Plano Diretor, promulgado em 2024, prevê áreas com edifícios de até 25 pavimentos.
O que a cidade oferece para o dia a dia?
A vida cotidiana josefense se organiza entre a orla urbana e o núcleo histórico, com deslocamentos curtos. A cidade tem 150,5 km² e é cortada pela BR-101.
- Beira-Mar de São José: aterro com ciclovia, quadras, pista de skate e gramados, de frente para a Ilha de Santa Catarina.
- Centro Histórico: casario colonial em volta da Praça Hercílio Luz, com museu, casa de cultura e biblioteca no mesmo quarteirão.
- Theatro Adolpho Mello: inaugurado em 1856, é a casa de espetáculos mais antiga do estado e funciona também como escola de teatro e dança, com cerca de 300 alunos, segundo a Prefeitura Municipal de São José.
- Morro da Pedra Branca: ponto mais alto do município, com trilha e vista das duas baías.
- Contorno Viário da Grande Florianópolis: aberto em 2024, tirou parte do tráfego pesado da BR-101.
Quem quer economizar ao conhecer a região de Florianópolis, vai curtir este vídeo do canal Casal Mochileiro, que mostra atrações e preços de São José:
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Como é o clima em São José durante o ano?
O clima subtropical úmido garante quatro estações bem marcadas. O verão puxa para a orla, o inverno pede casaco e programa fechado.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Uma cidade que deixou de ser só o caminho para a capital
São José reúne uma combinação incomum na Grande Florianópolis: atendimento de saúde entre os cinco melhores do país, expectativa de vida acima dos 77 anos e a conveniência de estar a uma ponte da capital, sem depender dela. A cidade cresceu 28,83% em doze anos porque as pessoas decidiram ficar, não apenas dormir.
Vale atravessar a ponte e conhecer São José devagar, num fim de tarde na Beira-Mar, para entender por que tanta gente trocou o endereço na ilha por um do lado de cá.
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