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A mente por trás dos ataques que desestabilizaram o Mar Vermelho

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Alexandre Borges
4 minutos de leitura 12.01.2024 15:49 comentários
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A mente por trás dos ataques que desestabilizaram o Mar Vermelho

Abdul Malik al-Houthi, o enigmático líder dos combatentes Houthi do Iêmen, é a figura central no recente aumento das tensões no Mar Vermelho. Conhecido por sua...

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A mente por trás dos ataques que desestabilizaram o Mar Vermelho
Foto: Reprodução

Abdul Malik al-Houthi, o enigmático líder dos combatentes Houthi do Iêmen, é a figura central no recente aumento das tensões no Mar Vermelho. Conhecido por sua liderança carismática e mente de estrategista militar, al-Houthi vem desafiando algumas das maiores potências mundiais com ataques audaciosos a navios comerciais na região.

Nascido em 22 de maio de 1979, em Saada, no norte do Iêmen, Abdul-Malik Badruldeen al-Houthi é uma figura central no atual conflito na região. Como seguidor da vertente Zaidiyyah do islã xiita, ele herdou a autoridade religiosa e política do pai, Badreddin al-Houthi, fundador do movimento Houthi. Abdul-Malik, o mais novo de oito irmãos, seguiu os passos de sua família em uma trajetória marcada pela religião e pelo ativismo radical.

Assumindo a liderança do movimento Houthi após a morte do pai em 2004, Abdul-Malik inicialmente se destacou como líder religioso e intelectual, mas rapidamente se tornou uma figura militar de destaque. Sua ascensão foi marcada pelo agravamento do conflito entre os Houthis e o governo do Iêmen, culminando com a tomada de Sanaa, a capital do Iêmen, em 2014.

O estilo de liderança de Abdul-Malik é discreto e reservado, diferindo do carisma paterno. Ele se concentra nas dimensões religiosas e ideológicas do movimento, defendendo a minoria Zaidiyyah contra as forças apoiadas pela Arábia Saudita. Além disso, é visto como um estrategista militar perspicaz, liderando os Houthis contra uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita.

Abdul-Malik é também conhecido pelo autoritarismo e por intensificar a crise humanitária no Iêmen. Sob sua direção, os Houthis foram responsabilizados por repressões severas a dissidentes e pela deterioração das condições de vida no país.

Atualmente, Abdul-Malik permanece como o líder supremo dos Houthis, controlando parte do norte do Iêmen. Ele tem desempenhado um papel crucial nas recentes tensões no Mar Vermelho, com os Houthis realizando ataques marítimos contra navios comerciais de potências globais como os Estados Unidos e o Reino Unido.

Esses atos terroristas ameaçam a estabilidade do comércio marítimo global e pegam carona no conflito em Gaza. Eles têm forçado as grandes empresas de transporte marítimo a redirecionar suas rotas, impactando diretamente a economia mundial.

Sob a direção de al-Houthi, o grupo rebelde, antes uma milícia rural de expressão apenas local, transformou-se em uma força armada temida e que mereceu atenção das forças armadas das principais potências globais.

Ele conseguiu mobilizar milhares de combatentes e adquirir um arsenal significativo, incluindo drones armados e mísseis balísticos, com a ajuda do Irã. Seus ataques estratégicos contra a infraestrutura da Arábia Saudita também desafiam anos de bombardeios.

Conflito e estratégia no Mar Vermelho

O recente aumento de hostilidades no Mar Vermelho destaca a evolução tática e estratégica dos Houthis sob a liderança de al-Houthi. Os ataques, realizados com drones e mísseis de longo alcance, têm sido um ponto focal na escalada do conflito entre o Iêmen e as forças apoiadas pela Arábia Saudita.

A resposta dos Estados Unidos e do Reino Unido aos ataques dos Houthis indica uma preocupação crescente com a segurança marítima e as implicações globais dos ataques dos rebeldes do Iêmen. As consequências econômicas já são sentidas no comércio internacional, com impactos nos preços da energia e dos alimentos.

Abdul Malik al-Houthi emergiu como uma figura que não apenas desafia o status quo no Iêmen, mas também afeta o equilíbrio de poder e a segurança em uma região estrategicamente importante. Sua habilidade de manter os Houthis como uma força eficaz, apesar da intensa pressão militar, demonstra tanto sua liderança astuta quanto a determinação do grupo em perseguir seus objetivos políticos e militares.

Houthis prometem continuar ataques no Mar Vermelho

EUA chamados de “diabo” em protestos no Iêmen

 

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