Após mais de 100 anos, arqueólogos encontram a primeira sepultura real descoberta desde Tutancâmon
A sepultura permaneceu escondida por séculos antes de ser localizada
Fragmentos de vasos, inscrições e pinturas permitiram identificar a tumba de Tutmés II perto de Luxor, no Egito. O Ministério do Turismo e Antiguidades egípcio apresentou o achado como a primeira tumba real encontrada desde a descoberta da sepultura de Tutancâmon, em 1922. A entrada havia sido localizada em 2022, mas o dono só foi confirmado em 2025.
Qual tumba foi encontrada pelos arqueólogos?
A equipe identificou a tumba C4 como o local funerário original de Tutmés II, faraó da 18ª Dinastia. Ela fica nos vales ocidentais da região de Tebas, perto de Luxor.
O anúncio do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito afirma que essa era a última tumba perdida entre os reis conhecidos da dinastia. A missão reuniu especialistas egípcios e britânicos.

Quais pistas revelaram que a tumba era de Tutmés II?
A identificação ocorreu após a equipe encontrar peças com nomes e elementos reservados à realeza. Nenhuma pista isolada resolveu o caso, mas o conjunto apontou para o faraó.
A Universidade de Cambridge detalhou os principais vestígios:
Como a descoberta avançou entre 2022 e 2025?
A entrada apareceu em 2022, mas a posição da tumba levou os pesquisadores a pensar primeiro em uma sepultura de esposa real. A escavação e a leitura das inscrições mudaram essa interpretação.
O trabalho avançou nesta ordem:
- Entrada localizada: a equipe encontrou o acesso escavado na rocha.
- Corredores limpos: lama, pedras e restos de antigas enchentes foram retirados.
- Fragmentos reunidos: peças quebradas foram separadas e analisadas.
- Inscrições comparadas: os nomes de Tutmés II e Hatshepsut foram reconhecidos.
- Identificação anunciada: a missão apresentou a conclusão em fevereiro de 2025.

Por que a tumba estava danificada e quase vazia?
A tumba sofreu graves danos causados pela água. Sua entrada fica em uma região onde enxurradas podem descer pelas encostas durante chuvas fortes.
Os pesquisadores diferenciam o que foi confirmado do que ainda está em estudo:
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O que o achado muda na história do Egito?
A descoberta fecha uma lacuna sobre os sepultamentos da 18ª Dinastia. A tumba mostra uma fase de mudança na arquitetura funerária antes da consolidação do Vale dos Reis.
O arqueólogo Piers Litherland, apresentado pela Universidade de Cambridge como diretor de campo da missão, continua estudando a região. Os fragmentos também ajudam a entender o papel de Hatshepsut nos ritos funerários do marido.
Uma tumba danificada ainda guarda uma história inteira.
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