Anistia Internacional pede investigação sobre massacre na Síria
Observatório para os Direitos Humanos informou que o número de mortos já passou de mil; A maioria do grupo étnico alauíta
A Anistia Internacional solicitou ao governo interino sírio nesta segunda-feira, 10, uma investigação internacional independente para saber detalhes sobre a escalada da violência na costa mediterrânea do país desde a última quinta-feira, 6, quando tropas do exército sírio foram atacadas em Latakia por milícias apoiadoras do ditador deposto Bashar Assad.
“Além da investigação liderada pelo governo, as autoridades devem permitir que investigadores nacionais e internacionais independentes tenham acesso à Síria, incluindo as áreas costeiras do país, para conduzir seu próprio trabalho investigativo”, disse Heba Morayef, diretora regional da Anistia.
De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, mais de mil civis foram mortos nos últimos dias. A maioria do grupo étnico alauíta, do qual Assad e sua família pertencem.
Um alto comissário da ONU (Organização das Nações Unidades) afirmou que mulheres e crianças estão sendo ameaçadas.
“Os assassinatos de civis nas áreas costeiras no Noroeste da Síria devem cessar imediatamente. Estamos recebendo relatos extremamente perturbadores de famílias inteiras, incluindo mulheres e crianças, sendo mortas. Há relatos de execuções sumárias com base sectária por perpetradores não identificados, por membros das forças de segurança das autoridades interinas, bem como por elementos associados ao antigo governo”, afirmou.
No sábado, 8, os três líderes das maiores igrejas do países emitiram uma declaração conjunta sobre a violência e disseram que o povo cristão “tem medo de que um período de vingança e terror possa começar”.
Israel acusa de “massacre”
O ministro da Defesa, Israel Katz, culpou o presidente interino da Síria, Ahmed al-Shaara, também conhecido como al-Jolani quando lidera o Hay’at Tharir al-Sham (HTS), pelas execuções.
“Al-jolani tirou sua galabiya [roupa árabe tradicional], vestiu um terno e apresentou uma fachada moderada. Agora, ele tirou a máscara, revelando seu verdadeiro rosto: o de um terrorista jihadista da escola da Al Qaeda que comete atrocidades contra a população civil alauita“, disse.
Katz fez menção à troca de vestimentas de Jolani, que abandonou a roupa de guerra e passou a usar ternos para representar a Síria como o novo presidente.
Segundo o ministro, Israel vai “se defender contra qualquer ameaça” e protegerá as comunidades das Colinas de Golã e Galileia.
Leia mais: “Crusoé: Governo sírio anuncia fim da operação contra apoiadores de Assad”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)