Governo sírio ordena alauítas a entregarem armas “antes que seja tarde”
Israel acusou o Ahmed al-Sharaa de promover "massacre" contra minoria alauíta na Síria
O presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, enviou um recado à minoria alauíta, após a escalada dos confrontos ocorridos entre as milícias leais ao ditador deposto Bashar Assad e as forças de segurança do governo nesta sexta, 7.
“Eles cometeram um crime imperdoável contra todos os sírios e receberam uma resposta. Entreguem suas armas e rendam-se antes que seja tarde demais“, disse em discurso televisionado.
Sharaa prometeu continuar “atrás dos remanescentes do antigo regime” e disse que haverá um julgamento “justo” contra “quem cometeu crime contra o povo”.
“Continuaremos trabalhando para monopolizar as armas nas mãos do Estado e não haverá mais armas não regulamentadas“, afirmou.
Escalada
Na última quarta-feira, 5, milícias ligadas a Bashar Assad e as forças de segurança do governo interino entraram em confronto na região de Latakia e Homs.
Homens leais ao ditador deposto fizeram uma emboscada contra integrantes da força do governo sírio, deixando pelo menos 13 mortos.
Em forte resposta, as autoridades síria atacaram os moradores de redutos alauítas.
Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, pelo menos 230 pessoas foram mortas.
As autoridades dizem estar respondendo à uma insurgência dos apoiadores de Assad, que teriam iniciado o confronto.
Desde que o regime foi deposto, em 8 de dezembro, este é o pior enfrentamento no país.
Israel acusa de “massacre”
O ministro da Defesa, Israel Katz, culpou o presidente interino da Síria, Ahmed al-Shaara, também conhecido como al-Jolani quando lidera o Hay’at Tharir al-Sham (HTS), pelas execuções.
“Al-jolani tirou sua galabiya [roupa árabe tradicional], vestiu um terno e apresentou uma fachada moderada. Agora, ele tirou a máscara, revelando seu verdadeiro rosto: o de um terrorista jihadista da escola da Al Qaeda que comete atrocidades contra a população civil alauita“, disse.
Katz fez menção à troca de vestimentas de Jolani, que abandonou a roupa de guerra e passou a usar ternos para representar a Síria como o novo presidente.
Segundo o ministro, Israel vai “se defender contra qualquer ameaça” e protegerá as comunidades das Colinas de Golã e Galileia.
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