A chegada de um novo animal deixa Florianópolis em vigilância contra espécie invasora da América do Norte
O primeiro foco confirmado levou equipes a capturar exemplares, analisar riscos sanitários e procurar novos pontos de ocorrência.
A rã-touro invasora colocou Florianópolis em vigilância após ser localizada no bairro Ratones. Originária da América do Norte, ela pode predar animais nativos, competir por alimento e transportar patógenos, enquanto equipes tentam impedir sua expansão.
Qual espécie invasora foi encontrada em Florianópolis?
O animal é a rã-touro-americana, anfíbio conhecido pelo grande porte e pela vocalização grave dos machos, semelhante ao mugido de um boi. A espécie costuma ocupar lagoas, açudes, brejos e outros ambientes de água doce.
O primeiro registro oficial no município ocorreu em outubro de 2025, em uma propriedade de Ratones. Depois, a presença foi confirmada em três propriedades, levando as equipes ambientais a mapear o foco e procurar outros pontos de ocorrência.

Por que a rã-touro preocupa os órgãos ambientais?
Nativa da América do Norte, a espécie foi introduzida no Brasil para criação comercial. Fugas, solturas e abandono de ranários permitiram que alguns indivíduos alcançassem ambientes naturais, onde podem se reproduzir e ocupar áreas usadas pela fauna local.
A dieta inclui insetos, peixes, anfíbios, répteis e pequenos mamíferos. Além da predação, existe risco de competição por abrigo e alimento e de transporte de agentes associados a doenças que afetam outros anfíbios.
Os principais motivos para a vigilância são:
O que já foi feito para controlar o foco em Ratones?
A Prefeitura de Florianópolis informou que duas ações de campo retiraram 11 exemplares das propriedades monitoradas. Dez animais foram capturados em novembro de 2025 e outro em março de 2026.
Os exemplares foram enviados ao Laboratório de Herpetologia da UFSC para análises. O trabalho envolve Floram, universidade e órgãos ambientais, com estratégia de detecção precoce e resposta rápida para avaliar o foco antes de uma dispersão maior.
O estágio do monitoramento pode ser organizado assim:
Como o morador deve agir ao encontrar uma rã grande?
A orientação é não capturar, matar ou transportar o animal por conta própria, pois a rã-touro pode ser confundida com espécies nativas. O morador deve registrar local, horário, foto ou áudio, quando isso puder ser feito com segurança.
O relato deve ser encaminhado à equipe ambiental do município. A rã-touro-americana produz um som grave no período reprodutivo, e gravações podem ajudar os técnicos a localizar adultos e possíveis áreas de reprodução.
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