O único templo budista tibetano tradicional da América Latina fica no topo de uma montanha gaúcha a 30 km de Gramado
O templo transforma o alto da montanha em um espaço de paz e contemplação
A serra gaúcha é conhecida pela estética europeia, mas em Três Coroas o roteiro muda de continente. No alto de uma montanha do Vale do Paranhana, no Rio Grande do Sul, ergue-se o Khadro Ling, o único templo budista tibetano tradicional da América Latina. Aos pés dele, o Rio Paranhana desce em corredeiras que fizeram da cidade o berço da canoagem brasileira.
Por que existe um templo tibetano em Três Coroas?
A escolha do lugar tem a ver com energia e paisagem. O Chagdud Gonpa Khadro Ling foi fundado em 1995 pelo mestre tibetano Chagdud Tulku Rinpoche, que enxergou nas colinas gaúchas uma semelhança com as montanhas do Tibete. Em tibetano, Khadro Ling significa algo como “Morada das Dançarinas do Céu”, e o complexo foi construído seguindo fielmente as tradições artísticas tibetanas.
Segundo a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, o templo foi erguido como espaço de prática e estudo do budismo, mas é aberto a visitantes de qualquer crença. A construção principal reúne estátuas, mandalas e mais de uma centena de esculturas pintadas à mão, além de estupas, jardins e salas de meditação espalhados pelo topo da montanha.

Como Três Coroas virou o berço da canoagem no Brasil?
A resposta corre pelas águas do Rio Paranhana. Com corredeiras de classes II e III, o rio se tornou palco da canoagem slalom nacional a partir dos anos 1980, quando um grupo de jovens começou a descer suas águas de caiaque. O esporte pegou, formou atletas olímpicos e transformou a cidade em referência mundial da modalidade.
O coração dessa história é o Parque das Laranjeiras, considerado um dos maiores centros de turismo de aventura do sul do país. Conforme a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, o parque às margens do Paranhana concentra a prática de canoagem e rafting e já sediou um Campeonato Mundial da modalidade, em 1997, além de etapas pan-americanas.

O que fazer em Três Coroas além do templo e do rio?
A cidade combina espiritualidade, aventura e natureza da serra em poucos quilômetros. Vale reservar um fim de semana para o roteiro.
- Templo Khadro Ling: o complexo budista tibetano no alto da montanha, com visitação gratuita e vista para o vale.
- Parque das Laranjeiras: maior centro de aventura do sul do país, com rafting, canoagem, rapel e tirolesa sobre o Paranhana.
- Rafting no Rio Paranhana: descida em bote inflável pelas corredeiras cristalinas entre vales e montanhas.
- Ponte Coberta Armindo Lauffer: uma das poucas pontes cobertas do estado, de tradição alemã, com 70 metros sobre o rio.
- Brasil Raft Park: espaço de ecoturismo com tirolesa, arvorismo, trilhas e caiaque em meio à Mata Atlântica.
Quem procura paz na Serra Gaúcha, vai curtir esse vídeo do canal De fora em Juiz de Fora, com mais de 29 mil visualizações, onde Tati Marmon visita o templo de Três Coroas:
Como é o clima de Três Coroas ao longo do ano?
O clima serrano dá à cidade quatro estações bem definidas, com verões quentes e invernos frios. Confira abaixo as médias por estação:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Três Coroas?
A cidade fica a cerca de 100 km de Porto Alegre e a apenas 30 km de Gramado, no início da serra gaúcha. O acesso é feito por rodovias asfaltadas, e o destino se encaixa facilmente em roteiros pela região de Gramado e Canela. É a mesma serra que abriga outros destinos de forte herança, como a cidade da serra gaúcha erguida ao longo de 34 anos.
Três Coroas é o Tibete e a aventura na serra gaúcha
Poucos lugares reúnem em uma só montanha a serenidade de um templo tibetano e a adrenalina das corredeiras. Entre bandeiras de oração ao vento e caiaques cortando o Paranhana, Três Coroas oferece um contraste raro no sul do Brasil. Vale subir a montanha, respirar fundo no Khadro Ling e depois encarar as águas ligeiras do rio que batiza o vale.
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