A Holanda Brasileira impressiona com qualidade de vida e é um dos destinos mais fotogênicos do país
Holanda Brasileira: vida boa e fotogênica
Fundada por imigrantes holandeses em 1948, Holambra reúne moinhos de vento, fachadas coloridas e campos floridos no interior de São Paulo. A cidade é a Capital Nacional das Flores e abriga o maior moinho típico do continente.
A cidade onde o Brasil virou um pedaço da Europa
O próprio nome conta a origem. Holambra nasceu da fusão de Holanda, América e Brasil, quando cerca de 500 imigrantes da província de Brabante do Norte deixaram uma Europa arrasada pela Segunda Guerra Mundial e se instalaram na antiga Fazenda Ribeirão, em 1948.
O plano inicial deu errado e virou acerto. A intenção era criar gado leiteiro, mas as vacas holandesas não resistiram às doenças tropicais. A virada veio em 1951, com um segundo grupo de colonos que trouxe sementes de gladíolo na bagagem, semente do que tornaria a cidade a maior produtora de flores do país.

Vale a pena viver em Holambra?
Os indicadores apontam que sim. Holambra tem qualidade de vida classificada como alta pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, com índice de 0,793, um dos melhores da Região Metropolitana de Campinas, segundo o levantamento do organismo.
A escala impressiona para uma cidade de pouco mais de 15 mil habitantes. O município responde por cerca de 40% da produção nacional de flores e plantas ornamentais e abriga a Cooperativa Veiling Holambra, uma das maiores centrais de comercialização de flores da América Latina. A floricultura sustenta empregos, comércio e uma rede de turismo movimentada o ano todo.

O reconhecimento que virou lei federal
O apelido de Cidade das Flores tem respaldo oficial. Holambra foi reconhecida como Capital Nacional das Flores pela Lei Federal nº 12.428, de 17 de junho de 2011, registrada pelo Senado Federal, título que coroa a vocação florícola do município.
O posto de Estância Turística também é oficial. A cidade integra o grupo de municípios paulistas com esse status desde 1998, o que garante verba estadual para promover o turismo. O reconhecimento se soma à Expoflora, realizada desde 1981 e considerada a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, que atrai mais de 300 mil visitantes a cada edição de setembro.
Quem busca por um bate-volta perfeito saindo de São Paulo, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Turistando SP, que conta com mais de 32 mil visualizações, onde Carol e Edu mostram o roteiro ideal de 1 dia na Cidade das Flores, Holambra:
O que conhecer em Holambra ao longo do ano
A herança holandesa aparece em cada esquina, e os principais pontos ficam a poucos minutos do centro. Entre os principais atrativos, destacam-se:
- Moinho Povos Unidos: réplica de moinho holandês com 38 metros de altura, o maior moinho típico da América Latina, com mirante e visitação interna.
- Campos de flores: estufas e plantações como a Macena Flores e o Bloemen Park, com mais de 200 espécies e colheita guiada.
- Museu Histórico de Holambra: acervo com fotos, tratores trazidos da Europa e réplicas das primeiras casas dos colonos.
- Rua dos Guarda-chuvas: corredor colorido no centro, ao lado do Boulevard Holandês e da feirinha de artesanato.
- Praça Vitória Régia: lago com jardins e pergolado em frente à prefeitura, ideal para caminhadas ao fim da tarde.
A melhor época depende do que se busca. Quem quer o auge das cores deve ir em setembro, durante a Expoflora, enquanto os meses de abril a julho oferecem clima ameno, sossego e estufas floridas o ano todo. A tabela a seguir resume as estações:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Vale a viagem
Poucos lugares do interior paulista reúnem herança europeia preservada, alta qualidade de vida e o maior moinho do continente em um território tão compacto. Holambra entrega um pedaço da Holanda entre tulipas, fachadas coloridas e campos de flores a pouco mais de uma hora de São Paulo.
Você precisa caminhar entre os jardins de Holambra e subir ao moinho para entender como 500 famílias transformaram um trecho do interior em um cenário europeu.
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