Alcolumbre quer recompor relação com Lula, diz José Guimarães
Ministro afirma que presidente do Senado não deve criar obstáculos à PEC do fim da escala 6x1
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (foto), afirmou em entrevista ao jornal O Globo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve recompor a relação com Lula (PT) e não deverá criar obstáculos para a tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1.
Segundo ele, a articulação política do governo trabalha para levar o tema ao plenário ainda neste ano.
Guimarães disse que a proposta tem amplo apoio social e que o governo aposta em uma votação sem grandes resistências.
“Aplicamos uma enorme derrota ao bolsonarismo. É o tema que mais terá peso nesse próximo período, mais de 70% da população é favorável. O esforço agora é para votar no Senado, e acho que não vamos ter dificuldade. O Hugo Motta (presidente da Câmara) já conversou com o Davi (Alcolumbre). Nós vamos conversar. Do jeito que está o texto, o ideal seria levar direto para o plenário. Vai depender do Davi, porque a oposição quer retardar.”
O ministro avaliou que o andamento da proposta não deve ser prejudicado pela relação política entre Alcolumbre e Lula.
“Acho que não. Não se pode interditar a discussão de um tema nacional como esse. Eu e o Hugo (Motta) estamos trabalhando para buscar um encaminhamento que permita a votação imediata, sem protelamento no Senado.”
Segundo José Guimarães, o senador tem sinalizado interesse em recompor a relação com o governo.
“Ele diz, reiteradamente: quer sentar com o presidente e recompor a relação. É isso.”
Crise entre Alcolumbre e Lula
A crise entre Alcolumbre e o Planalto se acumulou desde novembro do ano passado, quando o presidente Lula anunciou a indicação de Jorge Messias para a vaga deixada no STF sem avisar previamente o presidente do Senado.
Alcolumbre defendia o nome do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, para o cargo.
Nos bastidores, parlamentares relatam que Alcolumbre não apenas se absteve de trabalhar pela aprovação de Messias, mas atuou ativamente para convencer senadores de MDB, PSD, União Brasil e PP a votarem contra a indicação.A articulação resultou na rejeição por 42 votos a 34 — margem que surpreendeu o governo, que contava com ao menos 45 apoios.
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Comentários (2)
Luís Silviano Marka
31.05.2026 21:04O que esse cara tinha que recompor é a cueca, porque o volume de $$ que o assessor costuma carregar ali arrebenta com o elástico.
Andre Luis dos Santos
31.05.2026 19:45Humm, será que o "Planalto" ou a sua corte "buddy-buddy" de "justiça" tem algum podre do Alcolumbre na manga? Será que, além dessa excrescência de PEC 6 x 1, vai pintar também uma aprovação do "Bessias" numa segunda tentativa?