Marquise desaba em Copacabana e escancara tragédia anunciada
O episódio não é um acidente, mas o resultado previsível da soma entre negligência privada e omissão pública
O promotor Caio Guilherme Vieira dos Santos escapou por pouco de ser atingido por um desabamento na movimentada Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na manhã de quarta-feira, 18.
Uma marquise em obras cedeu abruptamente, atingindo a calçada e colocando em risco pedestres e trabalhadores.
Imagens de segurança mostram o colapso: um funcionário estava sob um andaime, fotografando, quando a estrutura começou a ceder. As ferragens se entortaram como papel. Ele correu e se salvou por segundos.
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Sem feridos
Um segundo trabalhador despencou com a estrutura, mas o Corpo de Bombeiros informou que o incidente não deixou feridos. Um carro também foi danificado.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h45 e interditou parte da via. Mas a pergunta que ecoa é: onde estava a fiscalização?
Obras sem controle técnico real, marquises mal calculadas, estruturas frágeis e licenças emitidas como papel de bala.
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E a fiscalização?
O episódio não é um acidente, mas o resultado previsível da soma entre negligência privada e omissão pública.
Até quando a infraestrutura do Rio será uma roleta russa urbana?
Por Rafa Bernardes – Síndicolab & Dr. Felipe Faustino – Faustino e Teles advogados
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