Administradoras de condomínios entram na era do “tudo incluso”
Yoga, mercadinho, psicólogo e até plano de saúde para pets: o novo arsenal para fidelizar clientes
O setor condominial está passando por uma transformação silenciosa — e surpreendente. O que antes era visto como um serviço burocrático e engessado, focado apenas na gestão financeira e documental, agora se expande para um modelo de “plataforma de serviços” que mira o bem-estar e a conveniência dos moradores.
Administradoras, antes limitadas a boletos, atas e assembleias, estão investindo em soluções inusitadas: serviços de concierge (como o Presto Brasil), planos de saúde para pets (Como a Petlover), instalação de mercadinhos dentro do condomínio, atendimento psicológico para síndicos e até aulas de yoga para moradores e conselheiros.
A lógica é clara: transformar o condomínio em um ecossistema completo, onde o morador resolve desde a taxa condominial até a compra de pão, sem sair do elevador. E, claro, criar novas fontes de receita para as administradoras em um mercado cada vez mais competitivo.
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“Relatos inspiradores”
“Quando lançamos o programa, oferecendo yoga para síndicos e conselheiros, não imaginávamos o impacto no convívio e na rotina. Os relatos são inspiradores, com participantes dizendo que a iniciativa mudou trabalho e vida pessoal. Criamos também o Club VIP, com parcerias para oferecer descontos e benefícios aos moradores, sempre focando em qualidade de vida e fortalecimento da comunidade”, afirma Marcio Zaitz, CEO da BBZ.
Especialista em hospitalidade Gabriel Zamora, criador da startup Presto Brasil, aponta que essa tendência acompanha o movimento global de “condomínios-clube” e “hospitalidade residencial”, no qual a experiência de morar vai muito além das quatro paredes.
No Brasil, o diferencial competitivo deixa de ser apenas o preço da taxa condominial e passa a incluir serviços que unem conveniência, lazer e saúde.
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A pergunta que fica é: até onde vai essa expansão?
Se depender da criatividade das administradoras e da demanda dos moradores, talvez em breve tenhamos aulas de culinária, estações de coworking e até consultoria financeira dentro do próprio condomínio.
Se o futuro da administração condominial antes era previsível, agora ele é tão flexível quanto uma aula de yoga.
Por Rafael Bernardes, CEO do Síndicolab, e Felipe Faustino, advogado no escritório Faustino & Teles
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