Guardiola anuncia: “Vou parar depois desse contrato com o City…”
Treinador espanhol é um dos mais vitoriosos da história e, sobretudo, um dos poucos que mudaram o jeito de se jogar futebol
Pep Guardiola, um dos maiores e mais vencedores técnicos de futebol da história, há quase uma década à frente do Manchester City, anunciou que pretende dar uma pausa na carreira com o fim do contrato com o clube inglês. O vínculo atual, assinado no ano passado, se estende até meados de 2027.
A decisão está tomada, afirmou o espanhol em entrevista à GQ Hype. Ele quer cuidar do corpo e da mente, após anos de intensa demanda no futebol de elite: “Sei que depois desse tempo no City vou parar, isso é certo, está decidido, mais do que decidido. Não sei por quanto tempo vou parar, um, dois anos, três anos, cinco, dez, quinze, não sei. Mas vou parar, porque preciso disso e preciso concentrar em mim, no meu corpo”.
As exigências da profissão
A carreira de um técnico de ponta, especialmente no cenário de alta pressão como o do Manchester City, é marcada por um ritmo exaustivo. O treinador reconheceu que a atividade exige dedicação integral, 24 horas por dia, sete dias por semana, ressaltando que uma temporada à frente da equipe pode ter um custo elevado em termos de vitalidade.
Ele falou sobre o quanto é difícil conciliar a responsabilidade para com o clube e seus colaboradores com a manutenção do equilíbrio pessoal: “O trabalho de um treinador, e não digo isso só para mim, mas para todos os meus colegas, é 24 horas por dia, 7 dias por semana. Se não, você não vai conseguir. A pressão sobre os ombros é enorme, e você precisa de pessoas que te ajudem a colocar as coisas em perspectiva, acima de tudo”, declarou.
Críticas e (para ele, inusitado) risco de demissão
Guardiola ganhou tudo nos anos de Barcelona, Bayern de Munique e, agora, Manchester City. Cotado para a Seleção Brasileira mais de uma vez, se transformou em grife, em parâmetro, em treinador a ser batido. Mas nem isso o protegeu de críticas e pedidos de demissão.
A temporada no City não é boa (principalmente para os padrões estabelecidos pelo próprio trabalho): “Este ano, estive em todos os estádios visitantes por quatro ou cinco meses com a torcida gritando: ‘Você será demitido amanhã’. Quer dizer, você será demitido. Não há outra profissão em que 60.000 pessoas peçam para você perder o emprego”.
Reflexões e futuro incerto
Apesar da clareza sobre a necessidade da pausa, a duração dessa interrupção permanece indefinida. O técnico, que comanda o Manchester City desde 2016 e teve passagens vitoriosas por Barcelona e Bayern de Munique, ainda não sabe o que virá após o período de descanso.
A ideia de controle sobre a própria trajetória é motivo de reflexão: “Eu nunca pensei que treinaria, que iria para a Alemanha treinar, para a Inglaterra, seria o técnico do Barcelona, ou que jogaria pelo Barcelona. Achamos que estamos no controle, mas não, alguma coisa vai acontecer que vai colocar algo na minha frente, e eu vou dizer: ‘Ah, eu quero fazer isso ou não?’. E se não, bem, eu vou descobrir. E acho que meu plano agora é este: pare, pare… E então veremos”, afirmou.
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