Uma família plantou 840.000 árvores e, 25 anos depois, um animal que havia desaparecido por mais de 100 anos retornou
Há 25 anos, uma família decidiu transformar uma antiga área de criação de gado no estado do Rio de Janeiro em uma reserva ecológica.
Há 25 anos, uma família decidiu transformar uma antiga área de criação de gado no estado do Rio de Janeiro em uma reserva ecológica.
O que começou como um projeto de recuperação ambiental acabou provocando uma transformação impressionante: 840 mil árvores nativas foram plantadas, mais de 600 hectares da Mata Atlântica foram restaurados e uma espécie que não era registrada na região havia mais de um século voltou a viver no local.
Como a família transformou uma área degradada em floresta
Nicholas e Raquel Locke fundaram, em 2001, a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), em Cachoeiras de Macacu. A propriedade havia passado por décadas de exploração agropecuária e retirada de árvores.
Com o avanço da restauração, antigos pastos começaram a dar lugar novamente à vegetação nativa. Segundo o World Land Trust, o projeto alcançou cerca de 607 hectares recuperados e ajudou a reconectar fragmentos da Mata Atlântica.
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La Reserva Ecológica de Guapiaçu, en Brasil, alcanza el millón de árboles nativos plantados tras dos décadas de restauración. El proyecto permite la reintroducción del tapir sudamericano, que suma ya unos 25 ejemplares tras un siglo de ausencia…https://t.co/DVp5FyDevL pic.twitter.com/0fkhWQrrSb
— ECOticias.com 'El Periódico Verde' (@ecoticiasRED) September 21, 2026
O que mudou depois do plantio de 840 mil árvores?
A recuperação não alterou apenas a paisagem. Áreas de floresta e zonas úmidas restauradas voltaram a oferecer abrigo e alimento para diferentes espécies, favorecendo o retorno da biodiversidade.
Entre os principais resultados registrados estão:
Qual animal voltou ao Rio de Janeiro depois de 100 anos?
Um dos acontecimentos mais marcantes da Reserva Ecológica de Guapiaçu foi o retorno da anta-sul-americana, mamífero que havia desaparecido do estado do Rio de Janeiro por mais de um século. O último registro conhecido na região era de 1914, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.
A espécie sofreu com fatores como caça e perda de habitat. Em 2017, a REGUA, o projeto Refauna e pesquisadores do Instituto Federal do Rio de Janeiro iniciaram um programa para reintroduzir as antas na reserva.

Como a anta voltou a se reproduzir na reserva ecológica?
Os primeiros três exemplares foram soltos na Reserva Ecológica de Guapiaçu em 2017. O projeto ganhou força quando os animais começaram a se reproduzir no próprio ambiente restaurado, sinal de que o território oferecia condições para a espécie permanecer.
Até 2025, a REGUA havia confirmado oito filhotes nascidos dentro da área protegida, formando um núcleo populacional que pode se expandir para outras áreas da Mata Atlântica.
Por que o caso da Reserva Ecológica de Guapiaçu chama atenção para a recuperação ambiental?
A história da Reserva Ecológica de Guapiaçu mostra uma transformação que levou décadas para acontecer. Uma propriedade afetada por atividades agropecuárias foi convertida em uma área de conservação capaz de sustentar novamente espécies que haviam desaparecido da região.
O retorno da anta representa um dos resultados mais simbólicos do trabalho: depois de aproximadamente um século sem registros locais, o animal voltou a ocupar um ambiente que passou por uma profunda recuperação ecológica.
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