Peru autoriza mais US$ 146 milhões para caças e aproxima decisão sobre nova frota de combate
O programa militar peruano já supera US$ 460 milhões em verbas liberadas
O governo do Peru autorizou uma nova liberação de recursos para avançar na renovação da frota de combate da força aérea do país. A nova etapa envolve cerca de US$ 146 milhões, valor que se soma a outros US$ 318 milhões já liberados em fevereiro para o mesmo projeto. Com isso, o programa de modernização militar ultrapassa os US$ 460 milhões em recursos autorizados em apenas dois meses, dentro de um plano maior que prevê a compra de 24 novas aeronaves para substituir modelos antigos em operação.
O que mudou agora no plano de renovação da aviação militar peruana?
A principal mudança é o reforço financeiro do projeto que busca recuperar a capacidade de controle aeroespacial e aumentar a precisão operacional da força aérea do Peru. A nova transferência foi oficializada por decreto e direcionada ao Ministério da Defesa, com execução a cargo da Força Aérea do Peru.
Na prática, o dinheiro acelera uma das etapas mais sensíveis do programa, que envolve a troca de aeronaves antigas como os MiG-29 e os Mirage 2000, aviões que já acumulam mais de três décadas de serviço. O foco está em renovar a frota com modelos mais modernos e com perfil multifunção.

Quanto o Peru já destinou para essa compra e qual é o tamanho do projeto?
Somando as liberações de fevereiro e março, o volume já autorizado supera US$ 460 milhões. Ainda assim, esse valor representa apenas uma parte do plano completo. A estimativa total do programa gira em torno de US$ 3,5 bilhões, o que mostra a dimensão da renovação pretendida pela defesa peruana.
O projeto prevê a aquisição de 24 caças, sendo 20 monoplaces e 4 biplaces, destinados à Base Aérea de La Joya, em Arequipa. A intenção é reforçar a presença militar no sul do país, área considerada estratégica para a defesa do espaço aéreo peruano.
Quais aviões estão na disputa para equipar a força aérea do Peru?
O processo entrou em uma fase decisiva e três modelos aparecem como finalistas na avaliação técnica e operacional. O primeiro é o F-16 Block 70, da Lockheed Martin. O segundo é o Gripen E, da Saab. O terceiro é o Rafale F4, da Dassault Aviation.
Cada opção carrega vantagens diferentes em custo, suporte, interoperabilidade e capacidade de combate. A escolha final ainda depende do andamento administrativo e do parecer dos órgãos de controle, o que mantém o processo em observação nas próximas semanas.

Por que a compra foi colocada sob sigilo militar?
O governo peruano classificou a aquisição como sigilo militar, o que permite seguir com contratação direta, sem licitação pública tradicional. Essa medida costuma ser usada em compras consideradas sensíveis para a defesa nacional, especialmente quando envolvem capacidade operacional e planejamento estratégico.
Mesmo assim, o processo não fica totalmente solto. A operação continua sujeita à análise da Controladoria-Geral da República do Peru e também à supervisão da agência responsável pelas compras das Forças Armadas. Isso significa que o sigilo protege detalhes da aquisição, mas não elimina a necessidade de controle institucional.
O que essa renovação tenta resolver na prática?
Hoje, a capacidade de combate aéreo do Peru depende de uma frota limitada e envelhecida, formada por versões dos Mirage 2000, MiG-29 e Sukhoi Su-25. Esse cenário pressiona a manutenção, limita a disponibilidade operacional e aumenta a urgência por substituição em médio prazo.
Com a renovação, o Peru busca recuperar sua capacidade de defesa aérea, ampliar a prontidão operacional e atualizar a estrutura militar com aeronaves mais modernas. O contrato inicial prevê 24 unidades, mas a possibilidade de uma segunda compra semelhante no futuro já aparece como hipótese dentro do processo de modernização da força aérea.
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