Ele foi na casa mais mal assombrada dos Estados Unidos e isso aconteceu
O caso da casa de Amityville mistura crime real e mistério. Veja por que essa história continua intrigando o mundo
Durante décadas, o endereço em Amityville, em Long Island, virou sinônimo de medo, mistério e curiosidade. O que começou com um crime brutal dentro de uma casa aparentemente comum acabou se transformando em um dos casos mais comentados da cultura pop de terror, misturando versões contraditórias, fotos enigmáticas, filmes de sucesso e moradores cansados de curiosos.
Por que a casa de Amityville se tornou tão famosa?
A palavra-chave aqui é Amityville, que deixou de ser apenas o nome de uma cidade para virar sinônimo de casa mal-assombrada. Tudo ganha força em 1975, quando George e Kathy Lutz se mudam para uma mansão ampla e barata demais, onde antes uma família inteira havia sido assassinada enquanto dormia.
No início, a casa parecia o “lar dos sonhos”, com quatro andares e vista para o canal, mas logo o clima mudou. Segundo os Lutz, o ambiente começou a ficar pesado, com sensações de ameaça constante e a impressão de que algo invisível influenciava o humor e o comportamento de todos.

Quais foram as experiências estranhas relatadas pelos Lutz?
George dizia sentir um frio intenso e inexplicável, mesmo com a lareira acesa, tornando-se irritado e obsessivo por cortar lenha, como se estivesse em transe. Kathy relatava pesadelos recorrentes sobre os assassinatos, enquanto as crianças mudaram de comportamento, e a filha mais nova falava com uma “amiga imaginária” em forma de porco demoníaco.
Com o passar das semanas, os eventos teriam piorado: portas se abrindo sozinhas, janelas batendo, manchas surgindo nas paredes e um cheiro forte descrito como “do inferno”. Um padre chamado para abençoar o local teria ouvido uma voz grossa ordenando que saísse, episódio depois explorado em livros, entrevistas e adaptações cinematográficas.
O que aconteceu na casa antes da chegada dos Lutz?
Na madrugada de 13 de novembro de 1974, Ronald DeFeo Jr., então com 23 anos, atravessou a casa com um rifle calibre .35 e matou os pais, dois irmãos e duas irmãs enquanto dormiam. Seis pessoas morreram, sem sinais de luta, e vizinhos relataram apenas ouvir disparos, o que gerou teorias sobre drogas, cúmplices ou influência sobrenatural.
Preso e julgado, DeFeo mudou sua versão diversas vezes, incluindo a alegação de ter ouvido vozes ordenando o massacre. A Justiça rejeitou a tese de possessão demoníaca ou conspiração familiar, condenando-o à prisão perpétua, onde permaneceu até morrer em 2021, mantendo o mistério sobre suas verdadeiras motivações.
Se você gosta de histórias assustadoras e lugares cheios de mistério, este vídeo do canal Elton Davel, com 51,3 mil inscritos, foi escolhido para você. Nele, você acompanha a visita ao famoso endereço de Amityville, considerado um dos locais mais temidos dos Estados Unidos.
Como os Warrens e a cultura pop transformaram Amityville em lenda?
Após a fuga dos Lutz em menos de um mês, o caso ganhou enorme exposição na mídia. Chamados para investigar, os demonologistas Ed e Lorraine Warren afirmaram sentir uma presença maléfica na casa e instalaram câmeras automáticas, que registraram a famosa foto de um suposto menino de olhos luminosos olhando para a lente.
O caso rapidamente inspirou o livro “The Amityville Horror” e o filme de 1979, gerando dezenas de produções posteriores. A partir daí, Amityville influenciou obras como “Poltergeist” e “Invocação do Mal”, consolidando-se como uma das principais referências quando se fala em casas assombradas na cultura pop de terror.
Como é visitar a casa de Amityville e quais cuidados são necessários?
Hoje, quem chega à Ocean Avenue encontra uma casa reformada, com janelas comuns e outro número, numa tentativa de afastar a imagem de “casa mal-assombrada”. Ainda assim, curiosos e fãs de terror continuam passando pelo local, muitas vezes incomodando moradores que só querem viver em paz em um endereço estigmatizado.
Por isso, formou-se quase um “manual informal” de etiqueta para visitantes, enfatizando respeito à privacidade e à lei:

Além do fascínio sobrenatural, muitos visitantes também lembram a tragédia real, às vezes passando pelo St. Charles Cemetery, onde estão as vítimas DeFeo. Esse contraste alimenta debates sobre até que ponto é possível consumir histórias de horror sem esquecer o sofrimento de pessoas reais por trás da lenda.
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