O exército mais poderoso da América Latina enfrenta as potências mundiais com tecnologia de ponta
Novos equipamentos ajudam a modernizar uma das maiores forças militares da região
Entre 145 países avaliados pelo Global Firepower em 2026, só dez aparecem à frente do Brasil. O país ficou em 11º lugar, com índice de 0,2374, e lidera com folga a América Latina, bem à frente de Argentina e México. O ranking mede o potencial militar convencional das Forças Armadas, somando efetivo, equipamentos, logística, economia e geografia, e não a capacidade de vencer uma guerra.
Como o ranking chega a esse resultado?
O Global Firepower é um levantamento privado americano que combina mais de 60 fatores em um índice chamado PwrIndx. A nota ideal seria zero, valor impossível de alcançar, então quanto mais baixa a pontuação, maior o poder militar estimado.
Apesar de muitas reportagens falarem em “exército”, a avaliação considera Exército, Marinha e Força Aérea juntos. Território extenso, população grande e malha de transporte também contam pontos, o que favorece países continentais como o Brasil.

Quem está perto do Brasil na tabela?
A distância para o 10º lugar é pequena. Segundo análise do Rio Times, a Itália tem 0,2211 e a Alemanha, logo atrás do Brasil, soma 0,2463. O país foi 10º em 2022, caiu para 12º em 2023 e 2024 e ocupa o 11º lugar desde 2025.
Na região, a vantagem é ampla. Os índices divulgados pelo jornal argentino El Cronista mostram o contraste:
Quais equipamentos sustentam a posição brasileira?
Além do maior efetivo da região, com cerca de 376 mil militares na ativa, o Brasil combina compras externas com produção própria. A base industrial de defesa vai de aviões a submarinos, algo raro na América do Sul.
- Caça F-39 Gripen: desenvolvido pela sueca Saab, teve a primeira unidade montada no Brasil apresentada pela Embraer em março de 2026.
- Cargueiro KC-390: avião de transporte e reabastecimento da Embraer, também vendido a forças aéreas estrangeiras.
- Submarinos do Prosub: programa da Marinha que inclui submarinos convencionais e o primeiro de propulsão nuclear em desenvolvimento.
- Blindados Guarani: família de veículos sobre rodas produzida no país para o Exército.
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O que o ranking não mostra?
O próprio meio militar faz ressalvas. Segundo a Revista Sociedade Militar, um ex-comandante da Aeronáutica questionou conclusões tiradas do ranking ao comparar o Brasil com países de tecnologia mais avançada e experiência recente em combate.
A próxima edição pode mudar a ordem no topo da tabela
O Global Firepower costuma divulgar o ranking anual em janeiro, e a edição de 2026 saiu em 23 de janeiro. A diferença de 0,0163 ponto para a Itália é menor que a vantagem sobre países logo abaixo, o que deixa o 10º lugar ao alcance se a modernização avançar.
Outros índices contam histórias diferentes. O Global Militarisation Index, do centro alemão BICC, coloca o Brasil em 125º entre 151 países, porque compara gastos militares com investimentos em saúde e o tamanho da tropa com a população.
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