Nova ligação internacional de R$ 420 milhões terá uma ponte de 1,22 km e acessos rodoviários para conectar duas cidades separadas por um dos grandes rios da Amazônia
A futura travessia não envolve apenas a estrutura sobre a água: acessos e instalações de fronteira também integram o empreendimento.
O transporte terrestre entre duas cidades fronteiriças poderá ganhar uma ligação permanente sobre um grande rio amazônico. A Ponte Internacional do Mamoré, entre Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia, foi projetada com 1,22 quilômetro de extensão e integra um empreendimento estimado em aproximadamente R$ 421 milhões.
O que será construído sobre o Rio Mamoré?
A futura ponte terá aproximadamente 1,22 quilômetro de comprimento e 17,3 metros de largura, conforme os parâmetros divulgados pelo DNIT. O projeto prevê uma travessia rodoviária entre as duas margens do Rio Mamoré, que participa da fronteira entre Brasil e Bolívia.
A estrutura integra um conjunto maior, composto por acessos terrestres e um complexo de fronteira. Isso significa que a utilidade da ponte dependerá também da ligação com as vias existentes e dos procedimentos necessários à circulação internacional de pessoas e mercadorias.

Como serão feitos os acessos rodoviários à nova ponte?
No lado brasileiro, o planejamento divulgado prevê cerca de 3,7 quilômetros de acesso, conectando a cabeceira da travessia à região do km 142,7 da BR-425. A definição detalhada do traçado depende dos projetos de engenharia e da avaliação das interferências locais.
As obras também abrangem estruturas relacionadas ao controle de fronteira. O dimensionamento dos acessos é importante porque uma ponte sobre o rio, sem pistas adequadas nas extremidades, não estabeleceria uma ligação rodoviária completa entre as duas cidades.
Os principais quantitativos do empreendimento ficam distribuídos entre diferentes frentes:
Quanto custará e quando foi autorizada a ligação?
A ordem de serviço foi assinada em 8 de agosto de 2025. O registro oficial do DNIT estimou o investimento em cerca de R$ 421 milhões, incluindo ponte, acessos e instalações associadas.
O prazo originalmente informado foi de 36 meses para a execução. Entretanto, a ordem de serviço abrange também a elaboração dos projetos básico e executivo, etapa anterior à construção integral da travessia, de modo que o cronograma exige acompanhamento.
Em que fase a obra estava durante 2026?
Em maio de 2026, o DNIT informou que o contrato estava no desenvolvimento dos projetos básicos. Equipes visitaram a área para examinar as características do terreno, a circulação da água e as alternativas de implantação da futura ponte.
Entre os pontos avaliados estavam impactos de desapropriações, interferências em áreas ocupadas e compatibilidade dos acessos com a geografia local. Essas definições influenciam a localização das fundações e as soluções construtivas, antes da execução plena da estrutura.
As etapas e dimensões ajudam a compreender a função de cada intervenção:
Qual é a importância da ponte para a fronteira amazônica?
A ligação é planejada para oferecer uma alternativa rodoviária permanente aos deslocamentos que dependem da travessia fluvial. Para a região de Guajará-Mirim, ela poderá facilitar fluxos comerciais, serviços e viagens entre municípios de países vizinhos.
Uma conexão internacional também exige funcionamento coordenado dos órgãos de fronteira. O eventual ganho logístico dependerá das condições das rodovias de acesso, da operação alfandegária e das regras de circulação entre Brasil e Bolívia, além da ponte propriamente dita.
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A ponte já está pronta para receber veículos?
Não. A documentação oficial de maio de 2026 ainda tratava a ponte como um empreendimento em fase de projetos básicos. A assinatura da ordem de serviço e a divulgação do investimento não correspondem, por si, à conclusão da estrutura sobre o rio.
A liberação do tráfego dependerá de obras finalizadas, acessos operacionais, inspeções e organização dos serviços fronteiriços. Até que essas etapas sejam concluídas, os 1,22 quilômetro e os R$ 421 milhões devem ser lidos como parâmetros e investimentos previstos.
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