Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões

05.08.2026

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Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões

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6 minutos de leitura 26.07.2026 20:43 comentários
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Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões

A liquidação encerrou uma operação nacional, mas falta de crédito, concorrência e decisões internas ajudam a explicar o colapso.

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Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões
Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões

A gigante dos eletrônicos encerrou 567 lojas e deixou cerca de 34 mil trabalhadores sem emprego após fracassar na busca por financiamento ou comprador. A liquidação atingiu a Circuit City em 2009, quase 60 anos depois da fundação da rede nos Estados Unidos.

Qual gigante dos eletrônicos encerrou 567 lojas?

A empresa foi a Circuit City, rede criada em 1949 como Wards Company e transformada em uma das maiores varejistas de eletrônicos dos Estados Unidos. Ela comercializava televisores, computadores, aparelhos de som, eletrodomésticos e serviços em grandes lojas.

Em janeiro de 2009, a companhia informou que liquidaria as 567 unidades restantes. A decisão veio depois que investidores e potenciais compradores não apresentaram uma proposta capaz de preservar a operação dentro do prazo definido no processo de recuperação.

Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões
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Como a gigante dos eletrônicos chegou à liquidação?

A Circuit City entrou com pedido de proteção pelo Chapter 11 em 10 de novembro de 2008. A intenção inicial era reorganizar dívidas, reduzir custos e continuar funcionando, mas a empresa enfrentava falta de liquidez e condições mais duras impostas por fornecedores.

Uma audiência oficial do Congresso dos Estados Unidos analisou a quebra e apontou a combinação de crise financeira, decisões internas, queda nas vendas e dificuldades para obter crédito durante a reestruturação.

O que aconteceu entre o pedido de proteção e o fechamento?

Antes da falência, a rede já havia anunciado o encerramento de 155 lojas e cortes no quadro de funcionários. A medida buscava preservar caixa, mas também reduziu a presença nacional em um momento de queda no consumo e forte concorrência.

Sem um comprador definitivo, a Justiça autorizou a liquidação em janeiro de 2009. Empresas especializadas assumiram a venda dos estoques, equipamentos e móveis, enquanto as últimas unidades encerraram o atendimento em 8 de março de 2009.

A sequência central da crise pode ser resumida assim:

Novembro de 2008: pedido de proteção judicial pelo Chapter 11
Janeiro de 2009: ausência de financiamento ou comprador viável
Liquidação autorizada para vender estoques e ativos das lojas
Março de 2009: encerramento das últimas unidades físicas

Quanto a Circuit City devia quando entrou em crise?

Documentos do processo indicavam aproximadamente US$ 2,32 bilhões em dívidas e US$ 3,4 bilhões em ativos. O valor de quase R$ 12 bilhões citado no título resulta de conversão aproximada e muda conforme a cotação do dólar utilizada.

Ter ativos superiores às dívidas não garantia dinheiro disponível para pagar fornecedores, salários, aluguéis e estoques. A crise foi principalmente de liquidez e confiança, agravada quando parceiros reduziram prazos ou exigiram garantias maiores para continuar entregando produtos.

Por que 34 mil trabalhadores perderam o emprego?

O fechamento completo eliminou funções nas lojas, centros de distribuição e escritórios. Cerca de 34 mil trabalhadores foram atingidos, pois a liquidação não preservou uma operação física menor nem permitiu a transferência ampla dos contratos para outro varejista.

A escala dos cortes refletia o tamanho da rede restante. Mesmo após fechamentos anteriores, a Circuit City ainda mantinha centenas de pontos, equipes de vendas, técnicos, caixas, gestores, profissionais de logística e funcionários administrativos.

Os números mostram o tamanho da desmontagem:

Número O que representa Consequência
567 lojas Unidades restantes nos Estados Unidos
Toda a rede física remanescente entrou em liquidação
Operação nacional encerrada
34 mil pessoas Trabalhadores ligados à operação
Equipes de lojas, logística e administração perderam os postos
Demissão em grande escala
US$ 2,32 bilhões Dívidas informadas no processo
Obrigações com fornecedores, credores e outros parceiros
Reestruturação sem saída viável

Leia também: O que diz a lei para quem circula apenas com a CNH Digital?

A marca Circuit City desapareceu definitivamente?

A Circuit City original encerrou suas lojas físicas em 2009, mas o nome e outros ativos foram vendidos posteriormente. A marca passou a ser usada em operações diferentes, separadas da rede que empregava dezenas de milhares de pessoas.

O colapso permanece como um exemplo de que escala e tradição não substituem liquidez, adaptação e execução. A empresa atravessou quase seis décadas, mas não conseguiu financiar a continuidade nem encontrar um comprador antes do prazo final imposto pela falência.

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