Megaobra de R$ 8 bilhões prevê uma nova rodovia de 145 km, com três faixas por sentido, pontes e viadutos para criar uma alternativa a uma das estradas mais movimentadas do Sul
A ligação paralela à estrada atual foi dividida em lotes e depende de pontes, contenções e novas conexões para sair do planejamento.
Entre a Grande Florianópolis e Joinville, viagens de longa distância e deslocamentos regionais dividem o mesmo corredor litorâneo. A VIAMAR, em Santa Catarina, foi planejada como alternativa à BR-101, com 145 quilômetros e três faixas por sentido. O desafio começa pelas ligações que precisarão funcionar antes de toda a estrada ficar pronta.
Por que a nova rodovia foi planejada?
A BR-101 concentra ligações urbanas, fluxo de caminhões e viagens entre cidades do litoral catarinense. Uma via paralela permitiria distribuir parte desses deslocamentos, sem eliminar o papel da rodovia federal existente.
A VIAMAR terá, conforme o planejamento estadual, padrão de acesso controlado e velocidade máxima prevista de 120 km/h. A proposta não significa que todas as etapas terão operação imediata ou que os congestionamentos desaparecerão.

Como os 145 quilômetros foram divididos?
O projeto foi organizado em lotes ligados a outras rodovias, para permitir a abertura de segmentos independentes. Os quatro primeiros cobrem a ligação entre Joinville e Itajaí, e há um trecho remanescente até Biguaçu.
O primeiro edital lançado, em junho de 2026, corresponde ao lote 4, entre a SC-414 e a SC-486. Sua extensão foi anunciada em 25,7 km, enquanto outra comunicação estadual citou 24,6 km.
Quantas pontes e viadutos entram na primeira etapa?
O lote 4 prevê quatro pontes, quatro viadutos e três obras de contenção. As estruturas precisam acomodar cruzamentos e condições do terreno sem transformar a nova ligação expressa em sequência de interseções urbanas.
Esse segmento atravessa o eixo de ligação com a BR-470 e a SC-412, na região de Itajaí e Luiz Alves. Pontes vencem cursos de água; viadutos organizam cruzamentos em níveis diferentes.
O primeiro lote reúne intervenções de funções diferentes:
O que representam os investimentos anunciados?
A estimativa para a rodovia completa supera R$ 8 bilhões em divulgação estadual de junho de 2026. O lote inicialmente licitado tem previsão próxima de R$ 2,2 bilhões, parcela do programa mais amplo.
O lançamento do edital não equivale à entrega das pistas. A contratação e as etapas técnicas precisam avançar antes das obras e das liberações ao tráfego em cada segmento.
Os valores correspondem a escalas diferentes do empreendimento:
Quando cada trecho poderá receber veículos?
A lógica dos lotes permite usar uma etapa concluída mesmo que a ligação total ainda não esteja pronta. Isso depende de acessos definitivos e conexões adequadas com as rodovias que delimitam cada segmento.
A divisão funcional dos lotes reduz a dependência de uma inauguração única. Ainda assim, cada liberação exige projeto executado, segurança operacional e decisões administrativas específicas.
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Qual será o efeito sobre as viagens no litoral?
Uma alternativa à BR-101 pode oferecer outra rota aos veículos que apenas atravessam a região. O efeito depende de quanto tráfego migrará de fato para a nova estrada.
Até que os lotes sejam construídos e conectados, os 145 quilômetros permanecem uma previsão de infraestrutura. A mudança no transporte será gradual, acompanhando as entregas efetivas de pontes, pistas e acessos.
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