Megaobra de 437 quilômetros atravessa a região petrolífera de um país vizinho ao Brasil e prepara um oleoduto capaz de transportar até 550 mil barris de petróleo por dia até o Oceano Atlântico
A infraestrutura combina uma linha terrestre, armazenamento e embarque marítimo, mas sua operação depende de etapas com prazos próprios.
Uma nova rota de escoamento pode mudar a escala de uma região produtora quando conecta campos terrestres a um terminal marítimo. Na Argentina, o Vaca Muerta Oil Sur (VMOS) prevê uma linha de 437 quilômetros até a costa atlântica, com capacidade construída em etapas.
Como o oleoduto conecta Vaca Muerta ao Atlântico?
O trecho de 437 quilômetros liga Allen, no Alto Vale de Río Negro, ao terminal de Punta Colorada, na costa atlântica da mesma província. A rota recebe petróleo produzido na formação de Vaca Muerta, em Neuquén, e o conduz até a estrutura de exportação.
A formação geológica de Vaca Muerta concentra reservas não convencionais. O projeto da YPF prevê tanques de armazenamento e monoboias para carregar navios.

Os 437 quilômetros representam toda a ligação desde Neuquén?
Não necessariamente. A YPF apresenta 437 quilômetros para o oleoduto que chega a Punta Colorada, enquanto o portal do projeto descreve a conexão completa entre a zona produtora de Neuquén e o Atlântico como um sistema de quase 600 quilômetros, dividido em dois trechos.
As medidas têm escopos distintos: 437 quilômetros identificam a linha principal, enquanto quase 600 quilômetros abrangem a ligação completa da produção ao terminal.
Quais etapas definem a capacidade de transporte?
A capacidade não começa no limite final. O cronograma divulgado pela VMOS prevê uma primeira fase de 190 mil barris por dia, uma segunda de 390 mil em meados de 2027 e a evolução para 550 mil barris diários no desenho do projeto.
A página corporativa da YPF menciona uma possível ampliação para 700 mil barris por dia. Já o portal específico da VMOS detalha até 690 mil com bombas e armazenamento adicionais; são projeções de expansão, não a capacidade inicial contratada.
As fases têm metas diferentes de vazão:
Qual é a função dos tanques e das monoboias em Punta Colorada?
O terminal reúne uma área terrestre de armazenamento e instalações marítimas para transferir o petróleo aos navios. As monoboias conectam a estrutura offshore aos sistemas de carregamento, etapa necessária para levar o produto armazenado até os mercados externos.
Tanques, bombas e tubulações conectam a linha terrestre ao embarque. Sem essa estrutura, o oleoduto não completaria a rota de exportação.
Em que fase o projeto estava no calendário de 2026?
O cronograma oficial previa o início antecipado da primeira fase no terceiro trimestre de 2026, com 190 mil barris diários. Entretanto, as informações públicas consultadas não confirmam que essa partida tenha ocorrido até 31 de outubro de 2026.
Em 1º de junho de 2026, a VMOS informou que as primeiras âncoras e correntes do sistema offshore haviam chegado ao Golfo San Matías. Esse avanço documenta a preparação marítima, mas não comprova operação comercial integral do oleoduto.
Os marcos divulgados ajudam a separar obra, cronograma e operação:
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O que os 550 mil barris por dia representam para as exportações?
O número indica uma capacidade de transporte projetada, não a produção diária de Vaca Muerta nem a quantidade que será embarcada automaticamente. O volume real dependerá da oferta de petróleo, da disponibilidade do sistema e da entrada de cada etapa em operação.
O projeto busca reduzir gargalos no escoamento argentino e abrir uma rota marítima. O fluxo real dependerá da produção disponível e da entrada de cada fase.
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