Maior experimento de fusão nuclear do mundo entra em fase decisiva de montagem com participação de sete potências
Seis módulos já ocupam a câmara criada para controlar o calor das estrelas
Peças de centenas de toneladas estão formando uma máquina criada para reproduzir na Terra a energia das estrelas. O ITER, maior experimento de fusão nuclear do mundo, já colocou 6 de 9 grandes módulos da câmara central em posição.
O que é o maior experimento de fusão do mundo?
O ITER está sendo montado em Saint-Paul-lez-Durance, no sul da França. Ele é um tokamak, máquina em formato de anel que usa campos magnéticos muito fortes para manter um gás quente e carregado longe das paredes.
Esse gás, chamado plasma, precisa chegar a temperaturas extremas para que núcleos leves se unam e liberem energia. O verbete sobre o ITER reúne o histórico, as medidas e os objetivos do projeto internacional.

Por que a montagem entrou numa fase decisiva?
A câmara de vácuo, onde o plasma ficará, é formada por 9 setores de aço. Cada setor se junta a partes de proteção térmica e a grandes bobinas magnéticas antes de seguir para o poço de montagem.
Entre 27 e 28 de julho de 2026, o 6º módulo foi levado ao centro da máquina após uma operação de quase 30 horas. A linha oficial de avanços da montagem registra que dois terços dos módulos principais já ocupam o lugar previsto.
Cada conjunto reúne peças com tarefas diferentes:
Quais são as sete potências participantes?
Os 7 membros são China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Estados Unidos. Juntos, eles dividem custos, fabricação, resultados científicos e direitos sobre tecnologias geradas.
A União Europeia responde por 45,6% do custo da construção. Cada um dos outros 6 membros assume 9,1%. A maior parte não chega como dinheiro: cerca de 9 de cada 10 contribuições são peças, sistemas ou prédios prontos, segundo a divisão de responsabilidades entre os membros.
O grupo reúne:
- União Europeia: sede da obra e maior fatia da construção.
- China e Índia: fornecimento de sistemas e componentes industriais.
- Japão e Coreia do Sul: produção de peças de alta precisão.
- Rússia e Estados Unidos: entrega de ímãs, sistemas e outros equipamentos.
O ITER vai produzir eletricidade para as casas?
Não. O ITER é uma instalação de pesquisa e não terá gerador para vender energia à rede. O objetivo é provar, em escala inédita, que um plasma de fusão pode ser mantido e estudado com ganho térmico elevado.
Isso separa o experimento de uma usina comercial:
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Quando começam os testes de fusão?
O calendário atualizado prevê o começo das operações de pesquisa em 2034. A energia magnética completa é esperada para 2036, enquanto os testes com deutério e trítio estão planejados para 2039.
Essas datas aparecem no cronograma atualizado do experimento e ainda dependem do avanço da montagem e dos testes de todos os sistemas. Antes de acender uma estrela na Terra, é preciso encaixar cada parte do seu futuro coração.
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