Estudo revela que o país que você mora define quanto tempo de sono é ideal
Estudo global mostra que a quantidade ideal de sono varia entre países. Veja como a cultura pode influenciar sua saúde e bem-estar.
O sono é uma necessidade biológica essencial, mas a quantidade de horas de sono consideradas ideais pode variar significativamente de acordo com o contexto cultural. Um estudo recente realizado por pesquisadores das universidades de Victoria e British Columbia, no Canadá, sugere que as normas culturais desempenham um papel crucial na determinação das necessidades de sono de uma população. Assim, as recomendações de sono deveriam ser adaptadas a cada país, em vez de seguir uma regra universal de oito horas.
De acordo com a pesquisa, o sono é influenciado por diversos fatores além da biologia, incluindo cultura, horários de trabalho, clima, exposição à luz e normas sociais. Isso significa que o que é considerado “suficiente” em termos de sono em um país pode ser visto como excessivo ou insuficiente em outro. A pesquisa analisou hábitos de sono e dados de saúde de quase 5.000 pessoas em 20 países diferentes, revelando uma ampla variação nas durações médias de sono.
Quais foram as descobertas do estudo sobre a duração do sono?
Os resultados do estudo mostraram que a quantidade de sono variava significativamente entre os países analisados. Os participantes franceses, por exemplo, relataram dormir em média sete horas e 52 minutos, enquanto os japoneses dormiam apenas seis horas e 18 minutos. A média global foi de sete horas e 15 minutos. No Reino Unido, a média foi de sete horas e 33 minutos, e nos Estados Unidos, de sete horas e dois minutos.
Uma descoberta surpreendente foi que não havia uma quantidade “ideal” de sono que levasse a uma boa saúde em todos os países. Ou seja, não se encontrou evidência de que pessoas em países com durações médias de sono mais curtas tivessem pior saúde em comparação com aquelas em países onde se dormia mais.
De que forma a cultura afeta a saúde relacionada ao sono?

O estudo também revelou que as pessoas tendem a ser mais saudáveis quando suas horas de sono estão alinhadas com o que é típico em sua cultura. Em outras palavras, respeitar as normas culturais de sono pode ser mais benéfico para a saúde do que seguir uma quantidade fixa de horas de sono. Os pesquisadores descobriram que desviar-se muito da norma cultural de sono estava associado a piores resultados de saúde, independentemente de isso significar dormir pouco ou muito.
O ponto em que o excesso de sono começava a afetar negativamente a saúde também variava entre os países. No Reino Unido, dormir mais de 10 horas e 26 minutos estava associado a uma diminuição dos benefícios para a saúde, enquanto nos Estados Unidos, esse ponto era de apenas oito horas e 13 minutos.
Por que considerar a cultura é importante na discussão sobre o sono?
Especialistas em sono, como a psicóloga Dr. Daljinder Chalmers, destacam que o sono é um fenômeno complexo e que não há evidências que sustentem a ideia de que todos devem dormir oito horas por dia. Em países onde as pessoas dormem menos à noite, pode haver uma compensação com cochilos durante o dia, ou simplesmente uma menor necessidade de sono.
Ao analisar o sono e a saúde, é fundamental considerar o contexto cultural. O estudo controlou fatores como nutrição, riqueza, desigualdade e geografia de cada país, mas, por ser um estudo observacional, não foi possível concluir sobre o efeito direto do sono na saúde dos participantes.
Qual é a conclusão natural?
Este estudo destaca a importância de adaptar as recomendações de sono às necessidades culturais e individuais. Em vez de perseguir um número fixo de horas de sono, é mais benéfico considerar o que é típico e saudável dentro do contexto cultural de cada pessoa. Reconhecer a influência da cultura no sono pode ajudar a promover uma melhor saúde e bem-estar global.
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