Após 59 anos, rede de roupas e produtos para casa desiste de tentar reorganizar o negócio e anuncia fechamento das últimas 149 lojas
A proximidade das compras de fim de ano tornou o estoque um dos principais ativos de uma varejista que não conseguiu preservar sua estrutura.
As últimas semanas do ano, normalmente importantes para as vendas do comércio, tornaram-se o período escolhido para liquidar uma rede inteira. Fundada em 1949, a Mervyns anunciou em 17 de outubro de 2008 o fechamento das 149 lojas restantes, depois de fracassar a tentativa de recuperar o negócio.
Por que a Mervyns desistiu de continuar operando?
A empresa vendia roupas, calçados e artigos para casa em lojas de departamentos. Em julho de 2008, entrou no Chapter 11, mecanismo americano que permite reorganizar obrigações sob supervisão judicial enquanto a atividade pode continuar.
Naquele momento, a estratégia incluía fechar parte dos pontos comerciais e buscar uma solução para o restante. A deterioração do caixa, as dificuldades de financiamento e a ausência de uma alternativa sustentável levaram a uma decisão de encerramento integral.

O que significava o fechamento das 149 lojas?
As 149 unidades eram as lojas que restavam abertas na decisão de outubro. A Mervyns já havia anunciado o encerramento de estabelecimentos quando procurou proteção judicial em julho, portanto o número não representava sua maior dimensão histórica.
O novo plano envolvia vender mercadorias durante o período de compras de fim de ano e encerrar as operações em seguida. Roupas, peças infantis e produtos domésticos permaneceriam disponíveis temporariamente, mas sem perspectiva de manter os estabelecimentos.
A mudança de estratégia ficou marcada por:
Por que as festas de fim de ano influenciaram a decisão?
O comércio de roupas e presentes costuma concentrar vendas na temporada de festas. A administração da Mervyns avaliou que liquidar os estoques nesse período oferecia uma oportunidade de converter mercadorias em dinheiro para atender às obrigações com credores.
A decisão não significava recuperação das atividades. As vendas finais são um procedimento de desmobilização, diferente das campanhas sazonais feitas por uma empresa que pretende continuar comprando mercadorias e operando suas lojas normalmente.
A companhia tentou vender ou preservar a rede?
A varejista examinou possibilidades de venda e reorganização antes de anunciar o encerramento. O comunicado divulgado em outubro registrou que as alternativas disponíveis haviam sido esgotadas, em meio à perda de liquidez e às dificuldades enfrentadas pelo setor comercial.
A Mervyns também possuía uma história de mudanças de controle, tendo sido vinculada anteriormente à Target Corporation. O fechamento de 2008, contudo, dizia respeito à empresa que então administrava suas lojas, não à antiga controladora.
Três frentes explicam o encerramento:
Como o fim da Mervyns se relaciona às lojas de departamentos?
A rede seguia um modelo de loja de departamentos, reunindo vestuário e artigos domésticos em um mesmo ponto comercial. Esse formato dependia de volume de vendas suficiente para sustentar imóveis, estoques, logística e equipes ao longo do ano.
O fechamento da Mervyns não significou o desaparecimento do setor, mas representou a saída de uma empresa presente havia 59 anos. A sobrevivência de outros magazines não alterou o encerramento dos contratos e estabelecimentos daquela rede.
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Qual foi o resultado da tentativa de recuperação?
O anúncio do plano de liquidação detalhou a decisão de usar o período de festas para vender estoques de todas as 149 lojas ainda abertas, com acompanhamento do processo judicial iniciado meses antes.
A Mervyns passou de uma tentativa de reorganização para a venda final de suas mercadorias. A contagem de 149 lojas corresponde à última etapa de uma rede fundada em 1949, encerrada em meio à crise econômica de 2008.
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