Após 4.300 anos, arqueólogos encontram sob a terra o possível paradeiro da Arca de Noé
A descoberta reacende uma discussão que atravessa arqueologia, história e tradição
Uma formação com contorno de barco no leste da Turquia voltou ao centro de uma investigação científica. Em 2026, uma equipe coordenada pela Sivas Cumhuriyet University usou radar, LiDAR, modelos 3D e perfurações para examinar a formação de Durupınar, associada há décadas à Arca de Noé. O trabalho encontrou anomalias no subsolo, mas ainda não comprovou que exista uma embarcação enterrada ali.
O que a equipe encontrou sob a formação de Durupınar?
Os levantamentos registraram anomalias e espaços de formato regular sob o terreno, mas a natureza dessas estruturas ainda está sendo analisada. A Sivas Cumhuriyet University informou que o radar de penetração no solo examinou camadas de até 70 metros de profundidade.
O objetivo é saber se essas marcas são apenas parte da geologia local ou se incluem vazios, corredores ou outros sinais produzidos por atividade humana. Por isso, as imagens do radar ainda não são tratadas como prova de uma embarcação.

Como os pesquisadores estão examinando o terreno?
A investigação combina várias técnicas porque uma imagem subterrânea pode ter mais de uma explicação. O grupo começou com GPS de alta precisão, mapeamento, LiDAR e modelos digitais antes de avançar para radar e coleta de material.
O projeto divulgado pela universidade é coordenado pelo arqueólogo Cenker Atila e recebeu autorização de órgãos turcos. A campanha de 2026 reuniu cerca de 20 pesquisadores de 5 países.
O que as 366 amostras podem revelar?
As amostras podem mostrar se existem materiais orgânicos antigos, objetos feitos por pessoas ou camadas diferentes do terreno ao redor. Na atualização de setembro de 2026, a universidade informou a coleta de 366 amostras retiradas entre 1 e 15 metros de profundidade.
O material foi enviado à Ankara Yıldırım Beyazıt University para análises de isótopos de carbono e datação. Os testes podem ajudar a estabelecer a idade e a origem de materiais encontrados no local, mas uma data isolada não identifica uma estrutura como a embarcação descrita nos textos religiosos.
- Matéria orgânica: pode indicar restos de material biológico preservado no solo.
- Datação: ajuda a determinar a idade dos materiais analisados.
- Comparação: amostras internas e externas mostram diferenças no terreno.
- Artefatos: objetos trabalhados por pessoas teriam peso diferente de uma anomalia natural.
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Por que a ligação com a Arca ainda não está comprovada?
A associação continua sendo uma hipótese porque nenhum resultado publicado até agora demonstrou que a formação seja uma embarcação construída por seres humanos. A própria página do projeto de pesquisa em Durupınar afirma que os dados são sugestivos, mas não conclusivos.
O local chama atenção pelo formato semelhante ao de um barco e por décadas de histórias ligadas à Arca. O desafio agora é separar aparência, interpretação e evidência física que possa ser verificada por outros pesquisadores.
Quando a investigação deve trazer respostas mais firmes?
Os resultados mais completos são esperados ao longo de 2027. A universidade informou que a avaliação dos dados, os testes das amostras e a preparação dos relatórios devem continuar até meados do ano.
Isso significa que a história não terminou com o radar ou com as perfurações. O ponto decisivo será saber se as análises encontram materiais, estruturas ou datas que possam ser verificadas e comparadas com explicações geológicas.
Por enquanto, Durupınar continua sendo um local investigado, não uma Arca identificada.
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