A maior fabricante de trens do mundo ocupa antiga fábrica no interior de São Paulo e vai produzir 44 composições para o metrô
A unidade industrial volta a ganhar importância dentro do setor ferroviário
Uma planta criada para fabricar trens voltou ao centro da indústria ferroviária brasileira. Em Araraquara, no interior de São Paulo, a chinesa CRRC ocupa as antigas instalações da Hyundai Rotem e prepara a produção de 44 novas composições destinadas ao Metrô de São Paulo.
Que fábrica a CRRC assumiu no interior paulista?
A unidade fica em Araraquara e foi construída originalmente pela sul-coreana Hyundai Rotem. Depois da saída da antiga operadora, a estrutura passou a ser usada pela CRRC, que encontrou no local galpões e instalações já preparados para a indústria ferroviária.
A Câmara Municipal de Araraquara informou em março de 2026 que a empresa já havia iniciado contratações mesmo antes da conclusão das novas linhas de produção.

Quantos veículos sairão da fábrica de Araraquara?
O contrato prevê 44 trens completos, cada um formado por seis carros. Isso representa um lote de 264 carros ferroviários produzidos para reforçar a frota metroviária paulista.
As novas composições terão capacidade para transportar até 1.800 passageiros e velocidade máxima de 100 km/h. A encomenda está ligada principalmente à expansão da Linha 2-Verde.
Por que a empresa é chamada de maior fabricante de trens do mundo?
A própria CRRC se apresenta como a maior fornecedora mundial de equipamentos de transporte ferroviário. O grupo possui mais de 170 mil funcionários e atua com trens de alta velocidade, metrôs, locomotivas, vagões e serviços ferroviários.
Em Araraquara, essa estrutura global será usada em uma fábrica que já nasceu voltada ao setor. A reutilização da planta permite aproveitar parte da infraestrutura existente enquanto as linhas específicas para os novos trens são preparadas.
- Linha 2-Verde: receberá parte importante das novas composições.
- Linha 1-Azul: também terá reforço de frota.
- Linha 3-Vermelha: está incluída na distribuição dos novos veículos.
- Araraquara: concentra a produção brasileira do lote.
Quanto dinheiro está envolvido na compra dos novos trens?
O contrato dos veículos foi divulgado pelo Governo de São Paulo na faixa de R$ 3,1 bilhões. Separadamente, o BNDES aprovou R$ 3,6 bilhões em financiamento para a aquisição das composições.
Os dois números não devem ser somados como se fossem dois lotes. Um corresponde ao contrato de fornecimento, enquanto o outro representa o financiamento aprovado para apoiar a compra dos veículos.
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Quando os novos trens começam a sair da fábrica?
As primeiras entregas estão previstas para 2027. Antes disso, a unidade precisa concluir a preparação industrial, receber equipamentos, validar projetos e entrar na produção seriada.
A encomenda recoloca Araraquara dentro de uma cadeia industrial que exige soldagem, montagem, sistemas elétricos, acabamento e testes. A antiga fábrica não apenas voltou a ter uma operadora: ela agora recebe um dos maiores lotes recentes de trens contratados para o metrô paulista.
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